Dragões trazem eliminatória em aberto para a cidade invicta

O FC Porto perdeu esta noite com o Bayer Leverkusen (1-2), na Alemanha, em encontro a contar para a primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa.

Uma primeira parte em que os dragões estiveram muito bloqueados taticamente e demonstraram pouca intensidade e muita dificuldade nas transições ofensivas, com Uribe e Sérgio Oliveira a não conseguirem dar profundidade ao ataque azul e branco.O Bayer Leverkusen circulou a bola com muita assertividade e sempre com muita verticalidade com um ataque organizado e sistematizado. Estiveram com o bloco muito alto e impediram que os portistas conseguissem criar linhas de passe e pudessem servir os seus avançados.

O primeiro lance de perigo coube aos alemães à passagem do minuto 17 com o argentino Lucas Alario, a fazer a bola embater na barra de Marchesin.

O Bayer dominava o jogo com a sua dinâmica ofensiva e os ataques sucediam-se até que, ao minuto 29, conseguiram finalizar com êxito um cruzamento tenso pela direita efectuado pelo seu capitão, e depois de um primeiro desvio de cabeça de Demirbay, apareceu ao segundo poste, Alario que rematou para o fundo das redes, inaugurando o marcador.

Mesmo a perderem, os pupilos de Sérgio Conceição mantiveram a postura táctica sem grande caudal ofensivo, salvou-se um potente remate de Uribe aos 43 minutos que obrigou Hradecky a defesa apertada para canto.

 

No regresso para a etapa complementar, os técnicos não alteraram os seus plantéis. O Porto entrou com mais intensidade ainda que, correndo o risco de expor a sua linha defensiva e como tal, permitiu aos alemães, chegarem ao último terço do terreno com transições rápidas e mais perigosas, e foi o que aconteceu aos 53 minutos com o Volland a receber um passe longo dentro da área portista e depois de ultrapassar e ganhar posição a Manafá, vê o defesa da equipa da cidade invicta a agarra-lo e a ser penalizado com um amarelo e consequentemente, com a  marca de pontapé de pênalti que fora assumido por Havertz. No entanto, um remate fraco permitiu a defesa do guardião portista e fora motivo de alegria nas hostes da equipa portuguesa até que, o VAR obrigou a repetir o pênalti por considerar que Marchesin, não tinha os pés em cima da linha da baliza. O mesmo Havertz foi chamado a cobrar e repetiu o remate para o mesmo lado e desta vez, enganou o guarda-redes argentino, dilatando a vantagem no marcador.

 

Poucos minutos depois foi novamente o guardião dos portistas a estar em evidencia, protagonizando uma excelente defesa e evitando males maiores.

Sérgio Conceição percebia que algo teria de mudar e fez entrar Nakajima para o lugar de Manafá, colocando o japonês como segundo avançado e dinamizando o espaço entre linhas. No minuto seguinte procedeu a nova alteração e refrescou o sector ofensivo com entrada de Zé Luís para o lugar de Soares.

O jogo ficou mais dividido e assistíamos a um FC Porto mais rápido a construir, mais ágil nas transições ofensivas e com os blocos mais ligados. O alento surgiu para os visitantes ao minuto 73 na sequência de um livre apontado por Alex Telles que num primeiro cabeceamento de Zé Luis, obrigou o guardião dos alemães a defesa incompleta, acabando por ser Luis Diaz a confirmar o golo sobre a linha de baliza, reduzindo a vantagem.

Volland aos 75 minutos rematou de pé esquerdo e obrigou novamente a Marchesin a puxar dos galões e a realizar nova excelente intervenção. Até ao apito final os dragões mesmo com desgaste fisico estiveram mais intensos com mais agressividade não dando tanto espaço aos adversários para construirem, subiram as linhas e com a entrada de Danilo aos 77 minutos para o lugar de Luis Diaz, a dinâmica ofensivo fora mais conseguida e mais pressionante, evitando que o Bayer subisse linhas com a clarividência que vinham fazendo.

Apesar de esta noite termos assistido a um Bayer Leverkusen com mais posse de bola, mais e melhor circulação de bola nos três corredores e com mais do dobro dos remates que os azuis e brancos,  na próxima semana no dragão, um FC Porto forte e intenso ofensivamente, poderá perfeitamente conquistar a eliminatória.

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e dela, faz parte o futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os artistas brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....