Apesar do mau início, Benfica só precisou de 30 minutos nos Açores

O Benfica foi aos Açores vencer o Santa Clara por 2-1 em jogo a contar para a 11ª jornada do campeonato. Apesar de uma primeira parte que deixou em muito a desejar, as águias deram a volta nos segundos 45 minutos e levam os três pontos para Lisboa. Carlos Vinicius e Pizzi fizeram os golos.

O Benfica entrava em campo quase na obrigação de vencer, não só para manter o primeiro lugaer no campeonato, mas também para limpar a imagem deixada na terça-feira, na derrota europeia por 3-1 frente ao Lyon.

Bruno Lage fez quatro alterações em relação ao jogo de terça-feira, começando com Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Florentino, Gabriel, Pizzi e Cervi; Chiquinho e Seferovic.

Já João Henriques entrou em campo com Marco Pereira; Rafael Ramos, César, João Afonso e Zaidu Sanussi; Francisco Ramos, Osama Rashid, Nené e Carlos Júnior; Zé Manuel e Thiago Santana

Apesar da necessidade de vencer das águias, o primeiro sinal de perigo da partida foi mesmo dos da casa. Logo ao minuto três, Rashid de livre colocou Vlachodimos à prova com um belo remate. O grego estava atento e desviou para canto.

A entrada forte dos açorianos confirmou-se quando aos 17 minutos o Santa Clara chegou mesmo ao golo. Após um cruzamento na direita de Rafael Ramos – formado no Benfica – o avançado Carlos Junior surgiu no coração da área e de cabeça fez o primeiro da partida. 1-0 para o Santa Clara.

O golo fez bem ao Santa Clara, que foi crescendo ao longo da primeira parte, sempre focado no seu plano de jogo e à procura de erros do Benfica. Por sua vez os encarnados pareciam completamente fora de jogo. Apesar de terem mais posse de bola, não tinham critério e não conseguiam criar oportunidades reais de golo. Tal foi visível a partir do momento em que os visitantes não criaram qualquer chance de golo até à chegada do intervalo.

Findados os primeiros 45 minutos, Bruno Lage tinha muito a fazer se queria fazer algo do jogo na segunda parte. A equipa estava a replicar a mesma fórmula de terça-feira e o resultado estava à vista, sendo talvez uma das piores exibições da época das águias. Quanto ao Santa Clara, esse ia surpreendendo e procurava agora finalizar uma surpresa.

Começando a segunda parte, parecia ter mudado pouco nas águias e logo aos 48 minutos o Santa Clara podia ter feito o segundo após apanhar o Benfica em contra-pé Zaidu mandou o remate ao lado. Apenas dois minutos depois foi a vez de Rashid aproveitar uma queda de Jardel mesmo à frente da área e por novamente Vlachodimos à prova.

Voltaram a passar dois minutos e finalmente chegou a primeira real oportunidade de golo do Benfica. Após um canto, Rúben Dias rematou forte, mas Marco Pereira demonstrou grandes reflexos e afastou a bola.

O aviso foi dado e apesar de não apresentar um bom futebol, o Benfica chegou mesmo ao golo do empate aos 55 minutos. Chiquinho ganhou à bola à entrada da área, colocou em Pizzi na direita, que cruzou rasteiro para o segundo poste. Carlos Vinicius, que entrou ao intervalo, só teve que encostar. Igualdade na Ponta Delgada.

O empate fez bem ao Benfica que começou a crescer no jogo e pressionar mais alto, rodando a bola no ataque à procura de um espaço para dar a volta. Já o Santa Clara estava agora confinado ao seu último terço do terreno.

A pressão encarnada continuou e a reviravolta acabou mesmo por chegar com o passar do tempo. À passagem do minuto 77, as águias ganharam a bola já no seu meio campo ofensivo, Seferovic isolou Pizzi já dentro da área e o médio do Benfica fez o que tanto tem feito neste início de temporada. Golo de Pizzi e 2-1 nos Açores.

O Benfica foi controlando, mas já muito perto do fim, aos 90+2, Ukra ia gelando as águias. A bola passou mesmo ao lado do poste de Vlachodimos.

Apesar do susto, o Benfica conquistou mesmo os três pontos. Depois de uma primeira parte miserável, 45 minutos chegaram às águias para dar a volta ao resultado. A entrada de Carlos Vinicius foi predominante para a reviravolta. O Benfica garante o primeiro lugar isolado no campeonato.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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