Jesus! Flamengo cada vez mais líder

Para quem se deitou cedo e não conseguiu ver o embate entre Flamengo e Atl. Mineiro, fique sabendo que o Fla somou mais uma vitória. Uma vitória importante que cimenta a liderança do Flamengo no Brasileirão e já lá vão oito pontos de vantagem sobre o segundo classificado. Jorge Jesus não deixou de o ser no final do jogo quando congratulou-se com o desempenho da equipa no jogo que deu a vitória ao “Mengão” por 3-1 frente ao Atlético Mineiro.

“É uma equipa que em três meses parece que trabalha comigo há três anos. Isso é fácil pela qualidade dos jogadores. Penso que vou deixar um legado, não só no Flamengo, mas no futebol brasileiro. Nossa forma de jogar é totalmente diferente de todas as equipas. Não digo que é melhor ou pior, mas é minha. Só deixa raízes quem ganha. Vamos deixar muitas das ideias que trouxemos. Sentimos orgulho no nosso trabalho e também por estarmos no Flamengo”, afirmou Jesus, logo após partida.

O técnico português é já o treinador estrangeiro com mais jornadas disputadas na liderança do Brasileirão e já se fala que o Flamengo quer renovar o contrato de Jorge Jesus. Recorde-se que o treinador de 65 anos assinou apenas por uma época.

Outra questão abordada foi a “popularização” do Flamengo em Portugal. Jesus não escondeu a satisfação.

“Como português, tenho muito orgulho por sentir que neste momento o Flamengo é falado todos os dias em todas as televisões portuguesas. Em Portugal, há uma rivalidade muito grande entre Benfica e Sporting. Treinei os dois e fico feliz por sentir que os adeptos de ambos estão orgulhosos do trabalho que estamos a fazer aqui. Maior satisfação que essa não existe. É para isso que trabalho. Para valorizar primeiro o Flamengo, depois o futebol brasileiro e em terceiro o meu país, os meus compatriotas, que têm orgulho no trabalho que estou a fazer.”, realçou o técnico.

Se no início haviam dúvidas, agora o amor é incondicional. Jesus é adorado pelos adeptos, mas tem plena consciência de que isso no futebol pode mudar de um dia para outro.

“Claro que sinto o carinho. Quem é que não gosta de ser acarinhado e reconhecido pelo seu trabalho? Todos nós, mas não me iludo. Tenho 30 anos como treinador e sei como este trabalho pode ser cruel, como se passa de bestial a besta. Estamos a falar de paixão, que é o que eu sinto no Brasil. No Flamengo, é fora do comum. Fico triste por ver todas as semanas adeptos invadirem os centros de treino das equipas. As únicas equipas em que isso não acontece são o Flamengo e o Santos, mas já aconteceu no aeroporto. Acho que esse não é o caminho. A paixão pelo clube não é só quando se ganha, mas é também sofrer com eles. Queria deixar aqui um pedido: não tratem assim os jogadores e as equipas. Não é assim que eles vão dar a volta. Essa é a única nota que me incomoda.”

No horizonte, os comandados de JJ têm ainda uma meia-final da Libertadores para disputar frente ao Grémio (1-1 na 1ª mão) e uma liderança para manter nas 14 finais que restam no Brasileirão.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Licenciado em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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