Dragão adormecido larga dois pontos no rio

Escorregadela comprometedora dos Dragões. Num jogo que parecia controlado, o Porto adormeceu de forma inexplicável e permitiu que o Rio Ave recuperasse uma desvantagem de 2 golos nos últimos 5 minutos da partida. Brahimi e um auto-golo de Junió Rocha deram a vantagem aos azuis e brancos, enquanto Nuno Santos e Ronan foram os autores da recuperação vila-condense.

Foram duas metades completamente distintas, aquelas a que assistimos no Estádio dos Arcos. Na primeira, só deu Porto. A equipa tinha bola, não deixava o Rio Ave jogar e foi aquilo que raramente conseguiu ser esta temporada: eficaz.

Aos 23 minutos os dragões venciam por 2-0. Nas únicas oportunidades que dispôs, o Porto não perdoou e garantiu uma vantagem que, em circunstâncias normais, garantia os 3 pontos. Brahimi, à passagem do minuto 18, cabeceou para fazer o primeiro e aos 22’ Junió Rocha desviou um remate de Marega e aumentou a diferença no marcador.

A vantagem era confortável e a 7º vitória consecutiva para o campeonato parecia uma questão de tempo. O Rio Ave tentava reagir, mas a sua má definição no último terço do relvado fez com que os comandados de Daniel Ramos chegassem ao fim do primeiro tempo sem uma única chance de golo.

Na segunda metade do encontro, adormecimento total dos azuis e brancos. A equipa baixou o ritmo drasticamente e os rioavistas começaram a aparecer na partida. O primeiro aviso surgiu através de uma cabeçada falhada de Bruno Moreira aos 49’.

Nem assim o Porto acordou. A equipa continuava a ter bola, mas nada fazia com ela. Exemplo disso foram os 0 remates à baliza de Léo Jardim que a equipa realizou no segundo tempo. No entanto, os minutos foram passando e o Rio Ave, apesar da ameaça inicial, não conseguia incomodar Casillas. Pelo menos até os últimos 20 minutos.

A partir daí, a baliza azul e branca começou a ser ameaçada, e de que maneira. Filipe Augusto deu um “cheirinho” daquilo que estava para vir com uma autêntica bomba que esbateu na barra de Casillas, à passagem do minuto 72. Aos 80’, Nuno Santos rematou para defesa apertada do guardião espanhol. À terceira foi de vez e Nuno Santos conseguiu reduzir a desvantagem a 5 minutos dos 90’.

O Porto começou a sentir a pressão e o empate começou-se a tornar, cada vez mais, uma possibilidade. Em cima do minuto 90’, Ronan tornou essa possibilidade numa certeza. Desconcentração da defesa portista, remate do avançado brasileiro e um desvio em Alex Telles que acabou por trair Casillas. O empate estava feito e o mesmo não mais se desfez.

No final de contas, empate justo para o Rio Ave. O Porto relaxou mais do que aquilo que podia e duas desconcentrações deram 2 golos ao adversário. Os comandados de Sérgio Conceição passam para o topo da classificação, mas arriscam-se a ficar a 2 pontos do Benfica, caso os encarnados vençam em Braga no Domingo. Escorregadela que pode muito bem ser o adeus dos portistas ao bicampeonato.

Daniel Sousa

Nascido e criado na Ilha da Madeira e neste momento a estudar Ciências da Comunicação na FCSH. Com um gosto enorme pelo futebol e pela escrita, está sempre aberto a novos desafios.

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