Vit. Setúbal 0 – 1 Benfica | Jonas… e pouco mais

O Benfica assegurou mais uma vitória, a terceira consecutiva, frente ao Vitória de Setúbal. O golo solitário de Jonas foi suficiente para dar os três pontos às águias.

Ir ao Bonfim raramente é tarefa fácil para os encarnados e este jogo não foi exceção. O Benfica apresentava-se com o mesmo onze que defrontou o Feirense na última jornada. Já os sadinos vinham de duas vitórias seguidas e queriam dar continuidade a essa série.

Sem surpresa, foi o Benfica quem começou a mandar no jogo. Um inicio de partida mal jogado, com muitas faltas e com um Setúbal bastante agressivo. Para azar do espetáculo, Carlos Xistra, árbitro do encontro, teve muita dificuldade em “controlar os nervos” e por demasiadas vezes assistíamos a lances que nada dizem ao futebol. Bola para a frente, as ideias das duas equipas eram claras. O conjunto de Lito Vidigal procurava ser agressivo, com uma linha de pressão alta, para depois sair em contra-ataque. Os encarnados procuraram muito a sua ala esquerda para desequilibrar através de tabelas entre Grimaldo e Zivkovic. Foi exatamente assim que surgiu o primeiro e único golo da partida aos 17 minutos. Excelente jogada pela esquerda, a bola entra para Gedson que, no limiar da área, cruza para o suspeito do costume. Jonas fez aquilo que faz melhor. Aquele que esteve a um passo de ir para a Arábia, continua a ser fulcral neste Benfica.

A primeira parte foi, de facto, toda do Benfica. O Vitória insistia no jogo demasiado agressivo, sem bola, deixando os encarnados controlarem o jogo. Lito Vidigal percebeu isso e alterou a mentalidade da equipa sadina no segundo tempo.

Mais uma vez, era o Benfica quem assumia as rédeas da partida, na segunda metade do jogo, sempre bem sustentado nas suas alas. A equipa de Lito entrava diferente. Rúben Micael entrou para o meio do terreno e o jogo sadio fluiu melhor. Fosse através da velocidade de Cadiz ou da capacidade desequilibradora de Éder Bessa, os setubalenses iam pressionando a defensiva das águias. Quem também ia ameaçando era Rafa, que por mais de uma vez podia ter ampliado a vantagem e, talvez, sentenciado a partida. Ele que até tem marcado mais golos esta época, voltou a estar desinspirado na finalização.

No jogo das substituições, Lito Vidigal foi mais forte que Rui Vitória. Gabriel substitui Pizzi a 15 minutos do fim, mas a equipa não percebeu o que o seu treinador queria transmitir. A partir daí, o jogo dos encarnados entrou num declínio tático. Quem aproveitou foi o Vitória de Setúbal que colocou mais velocidade e intensidade com a entrada de  Zequinha. Digamos que os últimos dez minutos, foi a fase em que o empate esteve mais próximo. Muito também por culpa de Vlachodimos, o jogo acabou mesmo por descair para a equipa da Luz. Foi, de facto, a melhor formação e a que mais quis levar os três pontos.

A dita “crise” vai-se desvanecendo, mas os próximos jogos para o campeonato serão os verdadeiros testes. Segue-se uma deslocação sempre difícil aos Barreiros e depois o embate em casa contra o Sporting de Braga. Antes disso, o AEK visita a Luz, apenas para cumprir calendário.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Atualmente a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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