Pizzi: O piloto do voo das águias rumo ao tetra

O médio do Benfica até pode ter sido, em tempos, alvo de alguma contestação quanto à sua importância no plantel encarnado. No entanto, a verdade é que o transmontano já conquistou os mais céticos e até as estatísticas não deixam quaisquer dúvidas.

A alavanca da máquina encarnada

Por exemplo, o site GoalPoint, que elegeu o médio português como o melhor da Liga NOS 2016/2017, apresenta dados estatísticos que apontam para a preponderância de Pizzi no plantel encarnado: foi o segundo jogador mais utilizado (atrás de Lindelof) com 2846 minutos jogados e com presença marcada em 33 dos 34 jogos disputados pelas águias. Já no plano da Liga NOS, ficou em 12º lugar (oitavo se não forem contabilizados os guarda-redes).

A informação recolhida por este site confirma aquilo que muitos têm dito ao longo da época: que o jogo do Benfica passa todo por Pizzi. O médio atingiu as 3197 ações com bola, 13% do total registado pelo Benfica e é o jogador que mais põe a equipa em movimento, uma vez que só Nelson Semedo chega perto com 10%. É, de longe, também aquele que mais “ativa” o jogo na Liga NOS se pensarmos que William Carvalho (Sporting CP) é o segundo jogador com mais ações com bola (2666) e apenas menos 36 minutos jogados.

Bola a circular só se for para o Benfica

Pizzi pega muito no jogo, mas nem sempre tanta bola nos pés significa necessariamente boa performance em campo. A questão é que neste caso significa isso mesmo, uma vez que assistiu oito vezes para golo, atingindo o segundo melhor registo da liga a par de Iuri Medeiros (Boavista FC), Alex Telles (FC Porto) e Wilson Eduardo (SC Braga) e é apenas ultrapassado por Gelson Martins (10 assistências). De resto, de acordo com o GoalPoint, foi também o que mais passes para finalização somou na liga sem dar quaisquer hipóteses à concorrência: se Pizzi atingiu os 90, imediatamente a seguir vêm Alex Telles com 65 e Gelson Martins com 44. Destes 90 passes, 10 acabaram em ocasiões flagrantes de golo, registo este apenas ultrapassado pelas 11 que Corona (FC Porto) ofereceu.

Contudo, Pizzi não se limita apenas a trabalhar nos passes que faz mas também nos que não deixa o adversário fazer, embora não seja essa a tarefa principal que lhe compete. Os dados do GoalPoint indicam 35 passes intercetados, 61 desarmes (com 77% a acabar em recuperação de posse para o Benfica) e 217 recuperações de posse.

Quem dá, também recebe

Se Pizzi se destacou esta época por dar a marcar, o mesmo aconteceu na hora de ser o médio a furar as redes da baliza adversária. Na verdade, até marcou mais do que assistiu, já que acabou o campeonato com 10 golos e acabou por ser o médio da Liga NOS com a veia goleadora mais forte e o terceiro das águias.

Fica assim claro o papel preponderante de Pizzi no esquema tático do Benfica e na conquista de um troféu histórico para o clube dos encarnados. Resta saber se irá refletir estes dados estatísticos na sua performance do próximo domingo no embate frente ao Vitória de Guimarães e ajudar o Benfica a fechar a época com a conquista de mais um troféu.

 

Cámi Rodrigues

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e Mestre em International Management pela Nova School of Business and Economics. 22 anos e residente na Amadora. Mais conhecido por Cámi.

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