Espectadores: como estiveram compostas as bancadas nas duas primeiras divisões esta época, até então

A temporada ainda vai sensivelmente a meio, mas já houve muitas partidas jogadas até então, quer na Liga NOS, quer na Liga PRO. Como tal, já houve tempo para estádios cheios, mas também para bancadas “às moscas”. Posto isto, quem leva mais gente ao estádio? Quem ocupa mais as bancadas nos jogos em casa? Quem traz mais e quem trouxe menos gente a ver a bola nesta primeira metade da época? Para responder a estas questões, o AMBIDESTRO apresenta hoje algumas estatísticas relativamente ao que tem sido a composição das bancadas nos dois escalões profissionais de futebol sénior em Portugal ao longo da presente época desportiva.

Quem trouxe mais adeptos?

No que diz respeito ao acumular de ingressos vendidos até então, o SL Benfica surge como líder destacado. Com 588.886 espectadores a visitarem o Estádio da Luz, os encarnados são, de longe, quem atrai mais público aos jogos caseiros para a Liga, até ao momento.

Quanto à Liga PRO, os algarvios do SC Farense, atual 2º classificado, são quem lidera esta mesma estatística, com um total acumulado de 28.411 espectadores nos últimos 11 jogos realizados em casa.

Quem trouxe menos adeptos?

No reverso da medalha, por sua vez, na Liga NOS, o CD das Aves é quem menos gente conseguiu deslocar para os jogos em casa até então, com um total acumulado de apenas 21.851 espectadores.

No escalão abaixo, é o Vilafranquense quem teve menos adeptos a ver a equipa a jogar até então, com apenas 3.493 espectadores. Recorde-se, no entanto, que isto se trata de um estatuto algo especial, visto que, devido à falta de condições do Campo do Cevadeiro, a habitual casa do clube, os ribatejanos se têm deslocado a Rio Maior para as partidas em casa, cujo estádio fica a mais de 50 Km de Vila Franca de Xira, o que acaba por justificar os números tão baixos.

Quem mais ocupa o estádio?

Sem grandes surpresas, mais uma vez, foi o SL Benfica quem melhor ocupou o seu estádio, até então, nos jogos a contar para a Liga, com uma percentagem média de ocupação a rondar os 83%, o que corresponde a, sensivelmente, 53.500 espectadores por jogo.

Na Liga Pro, por sua vez, é o CD Feirense que detém este estatuto, com a formação de Sta. Maria da Feira a ver, em média, quase 40% do Estádio Marcolino de Castro completo (uma média de pouco mais de 2000 adeptos por jogo).

Quem menos ocupa o estádio?

Na Liga NOS, em contrapartida, quem pior tem preenchido as bancadas nas partidas caseiras é o Belenenses SAD, ocupando, em média, menos de 12% do Estádio do Jamor, o equivalente a quase 4000 espectadores em cada encontro.

Na Liga PRO, sem grande espanto, surge, de novo, o Vilafranquense que, pelos motivos já enunciados, tem ocupado, em média, pouco mais de 3% do Estádio Municipal de Rio Maior, ou seja, apenas 318 adeptos em cada partida.

Curiosidades

Olhando para o quadro do que tem sido a afluência de pessoas aos estádios em Portugal este ano, deparamo-nos com uma particularidade curiosa. Existem três clubes da Liga NOS que, em média, têm trazido menos adeptos aos jogos em casa do que alguns da Liga PRO. Falamos do CD Tondela, do Moreirense FC e do CD Aves que, com médias de 2.466, 2.288 e 1.986 espectadores por jogo, respetivamente, ficam abaixo dos números de SC Farense, a Académica de Coimbra ou ainda do CD Feirense (respetivamente, 2.583, 2.270 e 2.144 espectadores).

De destacar ainda o FC Famalicão que, com quase 79% do estádio ocupado, em média, consegue superar, por enquanto, as taxas do FC Porto e do Sporting CP, ficando apenas abaixo do atual líder, SL Benfica, neste registo.

Cerca de meia época ainda por jogar e começam já a surgir números bastante interessantes no que a espectadores diz respeito. Haverá alguma surpresa nas jornadas que ainda faltam? Uma coisa é certa: no relvado ainda estão bastantes por surgir.

Duarte Rosa

"Alfacinha" de gema, sportinguista de coração. Desde o clube à seleção nacional, o amor pela bola está presente desde cedo. A licenciar-se em Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, esta paixão pela escrita e pelo futebol forma uma dupla interessante, que espera vir a agradar aos seus leitores.