Sporting descalço ou a “descalçar a bota”?

Confesso que até ao momento, este foi o artigo que mais me deu trabalho a idealizar e a escrever. Sabia que queria escrever sobre o Sporting e dar a minha opinião, mas com tanto mediatismo e tantos tópicos por pegar, teria de escolher o melhor e aquele que mais gostasse de falar.

A minha primeira ideia foi sobre a presidência, mas já está tão debatida que se resume muito facilmente: goste-se ou não de Varandas e seus companheiros, a época foi mal planeada e a sua direcção já assumiu a culpa. As falhas de gestão e de comunicação constantes põe este Sporting num 4º lugar e já sem toda a preponderância e clara liderança em todas as modalidades.

A 2ª ideia foi claramente a equipa de futebol sénior masculino, mas já se sabe que a equipa é fraca, talvez o pior plantel de largos anos e possívelmente o Braga até tem melhor plantel, ainda para mais com a saída de Bruno Fernandes da equipa lisboeta.

Qual era a 3ª opção? A que vos vou falar e provavelmente já todos adivinharam, seja pelo título ou pela imagem. Antes de escrever este texto fui ouvir muito sobre este tema para formar uma opinião mais concisa. A verdade é que não consigo e estou tão confuso que não consigo escolher um lado.

Vamos por partes. Primeiro o que aconteceu: Faz esta quinta-feira uma semana, no jogo em Alvalade contra o İstanbul Başakşehir, que os adeptos que entraram pelo recinto no topo sul pela porta que normalmente é destinada aos membros das claques foram revistados minuciosamente e obrigados a descalçarem-se. Em jogos organizados pela UEFA as revistas costumam ser mais apertadas, mas não tanto assim.

As críticas foram imensas nas redes sociais durante toda a semana e o jogo que se sucedeu contra o Boavista na casa do leão, foi alvo de protestos também por parte das claques. Até concordaria com esta situação se fosse assim para todos, pois “mais vale prevenir do que remediar”. O que me leva a discordar é o simples facto de ter sido  apenas  pelo topo sul, o que foi mais uma “batalha” contra as claques e passou a ideia de que o Sporting tentou “enxovalhar” as claques.  E como a “carapuça” serviu… toca de fazer a manifestação que a imagem vos mostra. Montes de sapatos no ar em pleno estádio de Alvalade. A polémica foi tão grande que levou o jornal espanhol  ‘As’ a escrever a notícia com o título:  “Se queres ver o Sporting deves tirar os sapatos”.

Quem acompanha a vida do Sporting Clube de Portugal, sabe que a guerra com as claques é enorme neste momento e qualquer ação, por mais pequena que seja é mais uma acendalha para uma fogueira que já deve cobrir todo o relvado. É uma guerra que em nada benifícia o Sporting e os seus intervenientes, seja claque ou direção. Este foi só mais um momento do que já muito tem acontecido esta época e promete não ficar por aqui.

Na minha opinião – e para finalizar – o futuro não será risonho nem de paz a não ser que uma das partes ceda à outra, o que não irá acontecer e, honestamente, não acho que devesse ser, em qualquer momento, as claques a fazerem-no. As claques (e nomeadamente a Juveleo), existe há mais tempo do que eu sou nascido. Fazem parte do espetáculo e, bem usadas, são uma ferramenta de atração de pessoas para o estádio, uma ferramenta de comunicação e de aproximação aos adeptos.

Considero que com este Presidente o Sporting não irá ter paz (vamos ver se tenho ou não razão e o tempo dirá se ele teve ou não razão em ter feito este corte de relações)  e o próximo Presidente do Sporting, se for num futuro recente (caso Frederico perca as próximas eleições se for candidato) poderá ter um papel de equilíbrio e fundamental para que o clube de Alvalade volte a “great again“.

O que achou desta publicação? Está a gostar dos meus conteúdos após 3 semanas de publicações? Deixe nos comentários. A sua opinião vai ajudar-me a melhorar e a melhorar O Ambidestro também.

João Estanislau

Actualmente a frequentar uma Pós-Graduação em Marketing e Gestão do Desporto no INDEG-ISCTE, sou licenciado pelo Instituto Superior de Comunicação Empresarial em precisamente Comunicação Empresarial. Escrever sobre desporto sempre foi uma realidade para mim, nas minhas redes sociais e que pretendo agora partilhar contigo. Fica atento!