Crónica: Benfica perde na Ucrânia e vai em desvantagem mínima para a Luz

O Benfica viajou até à Ucrânia e foi batido por 2-1 pelo Shakhtar, sendo este o quarto jogo seguido sem ganhar para a turma de Bruno Lage. Os golos foram todos apontados na segunda parte por Alan Patrick (56), Pizzi (66) e Kovalenko (72).

Começou às 17:55, em Kharkiv, Ucrânia, uma das partidas a contar para a primeira mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa que colocou frente a frente Shakhtar Donetsk e Benfica. O jogo foi arbitrado pelo escocês Bobby Madden.

O Shakhtar, orientado pelo português Luís Castro, teve como titulares: Andriy Pyatov, Sergiy Bolbat, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matvienko, Ismaily, Taras Stepanenko, Viktor Kovalenko, Alan Patrick, Júnior Moraes, Taison e Marlos.

Bruno Lage optou por colocar de ínicio Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Taarabt, Florentino, Cervi, Chiquinho e Seferovic. Destaque para a ausência de Vinícius e Rafa e ainda para a inclusão de Florentino no lugar de Weigl, que estava suspenso.

A primeira parte teve muito poucos eventos merecedores de registo, tendo ficado marcada por um domínio da posse de bola por parte da equipa da casa e com pouca chegada às redes adversárias de parte a parte. Foi um primeiro tempo muito pobre das duas equipas, com ligeira superioridade do Shakhtar.

Os destaques dos ucranianos vão somente para o golo anulado a Marlos no vigésimo minuto por fora-de-jogo no momento em que, na recarga de um remate de Júnior Moraes, coloca a bola nas redes encarnadas e para, pouco tempo depois, uma iniciativa de Kovalenko correspondida por uma boa intervenção de Vlachodimos.

Já as águias só conseguiram chegar perto da baliza do Shakhtar no fim da primeira parte quando, a passe de Cervi e muito pressionado na grande área, Pizzi rematou um pouco ao lado.

A segunda parte trouxe golos e animação ao jogo. A equipa da casa entrou a todo o gás e, após ameaças de Júnior Moraes, – tentativa defendida pelo guarda-redes grego – Ismaily – acertou no poste e, na sequência deste lance, Grimaldo rematou “do meio da rua” ligeiramente por cima da barra – e Marlos, – novamente impedida pelo guardião encarnado – chegou mesmo à vantagem no minuto 56.

Taison subiu pelo flanco esquerdo, cruzou rasteiro para Júnior Moraes na entrada da área que, de primeira, deu para Marlos junto de si, tendo este deixado um pouco para trás para Alan Patrick finalizar no semi-círculo com um remate colocado no canto inferior direito, não dando hipóteses a Vlachodimos.

Completamente contra a corrente do jogo, o Benfica chegou ao empate à passagem do minuto 66. Num primeiro momento, Tomás Tavares festejou golo após uma combinação com Cervi. Contudo, o juiz entendeu que houve falta de Kryvtsov sobre o extremo argentino na área antes da bola ter sido introduzida na baliza e, por isso, anulou o golo e assinalou penalti. O resultado acabou por ser o mesmo uma vez que Pizzi não perdoou e repôs a igualdade da marca dos onze metros.

Os pupilos de Luís Castro demoraram apenas seis minutos a voltar para a frente do marcador. O lance nasce de duas más abordagens consecutivas de Rúben Dias. Primeiro, o português tenta adiantar a bola mas Taison interceta-a, projetando-a na direção da linha de fundo. Posteriormente, o central tenta controlar a saída da mesma no corpo a corpo com o brasileiro porém, perde o confronto com o mesmo e este passa o esférico para Junior Moraes que, já dentro da grande área, assistiu para Kovalenko fazer as redes abanar.

Os ucranianos contentaram-se com este resultado e optaram por controlar o jogo. Já as águias não arriscaram muito com receio de sair da Ucrânia com uma desvantagem mais pesada e a única oportunidade criada depois do último golo foi através de um remate de Grimaldo ao qual Pyatov ripostou com uma boa defesa no minuto 79.

No conto geral, o resultado reflete o que se passou ao longo dos 90 minutos dado que os ucranianos se superiorizaram ao Benfica, mas sem apresentarem uma grande exibição. A eliminatória continua assim totalmente em aberto para as duas equipas e será resolvida na próxima quinta-feira no Estádio da Luz.

 

Fonte da Imagem: Getty Images

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.