Crónica: Águia voa atribuladamente para final da Taça de Portugal

O Benfica empatou a uma bola com o Famalicão e garantiu a passagem para a final da prova rainha num jogo em que o emblema da casa teve inúmeras oportunidades de golo e Vlachodimos fez uma enorme exibição. Os golos foram apontados por Pizzi e Toni Martínez.

A decisão da primeira equipa a passar para a final da Taça de Portugal começou às 20:45 no Estádio Municipal de Famalicão. Frente a frente estavam o FC Famalicão e o SL Benfica, tendo os visitantes trazido uma ligeira vantagem de 3-2 da primeira mão das meias finais no Estádio da Luz. A partida foi arbitrada por Jorge Sousa.

Após ter descansado muitos jogadores na goleada sofrida perante o Guimarães, João Pedro Sousa voltou a apostar nos atletas habitualmente titulares, tendo Gustavo Assunção sido o único a figurar de início nos dois jogos. Os onze titulares foram: Vaná, Ivo Pinto, Riccieli, Patrick William, Racine Coly, Racic, Gustavo Assunção, Pedro Gonçalves, Diogo Gonçalves, Toni Martínez, Fábio Martins.

Em relação ao onze inicial que havia perdido frente ao Porto, Bruno Lage fez três alterações. Chiquinho, Weigl e André Almeida (lesionado) foram substituídos por Cervi, Florentino e Tomás Tavares. A equipa titular foi: Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro,Grimaldo, Florentino, Taarabt, Pizzi, Cervi, Rafa, Vinícius.

Os primeiros 20 minutos de jogo foram bastante monótonos. Pausas sucessivas devido a faltas impediram o ritmo de jogo de acelerar e o equilíbrio entre as equipas bloqueou-o, tendo apenas ocorrido um remate sem perigo de Pedro Gonçalves neste período.

A primeira real ameaça deu logo em golo. Riccieli falhou um passe em zona proibida perdendo a bola para Pizzi que adiantou para Vinícius. O brasileiro driblou quase até à linha de fundo antes de cruzar para Cervi que, de calcanhar, assistiu para Pizzi terminar a jogada com um tiro certeiro à passagem do 24º minuto.

A equipa da casa reagiu bem ao golo sofrido e esteve perto de anular a desvantagem por diferentes ocasiões ainda antes do intervalo. No minuto 34, Ferro facilitou e perdeu o corpo a corpo com Toni Martínez que subiu pelo flanco direito até ao interior da área encarnada onde obrigou Vlachodimos a fazer uma grande parada.

Cinco minutos depois, foi Diogo Gonçalves a causar perigo. Num grande lance individual, o português driblou três adversários pela direita da área e só não marcou um golo de levantar o estádio porque o guarda-redes grego fez nova defesa de grande nível.

No minuto 45, o Famalicão introduziu mesmo a bola nas redes das águias na sequência de um livre através de um remate em jeito de Patrick William. Contudo, antes deste momento, Gustavo Assunção, que partiu de posição ilegal, chocou com Vlachodimos, tendo, por isso, o golo sido anulado por fora de jogo.

Mesmo a fechar a primeira parte, Toni Martínez teve outro duelo com o guardião do Benfica. Ainda de fora da área, o espanhol rematou rasteiro e colocado, mas com pouca força, permitindo a defesa.

O final da primeira parte foi uma amostra do que viria a ser a segunda. O segundo tempo foi praticamente de sentido único com múltiplas chances de golo para os famalicenses e várias dificuldades do Benfica em sair a jogar e a defender.

Logo a abrir a segunda metade, no minuto 48, Diogo Gonçalves beneficiou de alguns ressaltos para receber a bola na área. Mesmo com ângulo reduzido, o extremo português arriscou o remate mas, uma vez mais, o internacional grego negou o golo.

Após outras três tentativas – todas elas por cima do alvo aos 50, 63 e 65 minutos por Racic, Pedro Gonçalves e Toni Martínez respetivamente – a equipa sensação do campeonato chegou mesmo ao golo no minuto 78. Racic, com um passe em profundidade a rasgar a defesa das águias, deu para Diogo Gonçalves que, do flanco direito e com um cruzamento rasteiro, assistiu para Toni Martínez finalmente reestabelecer a igualdade no marcador.

O último fôlego do Famalicão surgiu no minuto 84. Schiappacasse, que substituiu Pedro Gonçalves, aplicou um remate à entrada da área que passou ligeiramente acima da barra.

A fechar a partida, Seferovic, que tinha acabado de entrar para o lugar de Vinícius, protagoniza a única oportunidade de golo do Benfica na segunda parte. A passe de Chiquinho, isolado e em boa posição dentro da área da equipa da casa, o suíço rematou rasteiro a escassos centímetros do poste direito da baliza de Vaná.

O resultado assinalado no marcador no fim dos 90 minutos acabou por não refletir o que se passou ao longo dos mesmos uma vez que o Famalicão foi superior em grande parte da partida, nomeadamente no segundo tempo. Contudo, uma grande exibição de Vlachodimos e uma manifesta falta de eficácia por parte da equipa da casa permitiram ao Benfica assegurar o empate e consequente passagem para a final da Taça de Portugal.

 

Fonte da Imagem: Rogério Ferreira / Kapta+

Simão Vitorino

Nasci e cresci em Vila Franca de Xira e estou atualmente a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação na faculdade NOVA FCSH com o objetivo de me tornar jornalista desportivo no futuro, profissão que une duas grandes paixões minhas - o futebol e a escrita.