Arma secreta resolve Derby eterno

O derby eterno jogou-se dia 17 de janeiro, foi referente à 18ª jornada do campeonato português e foi arbitrado pelo árbitro da Associação de Lisboa, Hugo Miguel.

Silas apresentou o seu habitual 4-3-3, com Luís Maximiano a defender as redes leoninas, um quarteto defensivo composto por Ristovski, Ilori, Mathieu e Acuña, no miolo os três do costume, Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes e na frente de ataque Bolasie, Luiz Phellype e o estreante a titular Rafael Camacho.

Por sua vez, os campeões nacionais iniciaram a partida num 4-4-2, com Vlachodimos na baliza, André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo na linha mais recuada da equipa, um meio campo composto por Pizzi na direita, Weigl e Gabriel no centro e Cervi na esquerda e por fim a dupla de ataque, com Chiquinho e Vinicius.

Logo ao segundo minuto do encontro, o Benfica criou bastante perigo com um remate de Cervi, que só não entrou pois Tiago Ilori deu o corpo às balas e meteu-se à frente da bola evitando assim o golo encarnado, na continuação da jogada, Vinicius remata forte por cima do poste.

O Benfica continuou ligeiramente superior e ao minuto 12, Pizzi com um remate forte à baliza guardada por Maximiliano, obrigou o internacional sub-21 por Portugal a sujar o equipamento com uma bela intervenção.

Ao minuto 14 o Sporting deu um ar da sua graça, bola longa procurando as costas da defesa da equipa da Luz, Camacho apareceu na área onde atirou forte para o poste da baliza de Vlachodimos. Primeiro sinal de perigo do Sporting.

Através de um pontapé de canto batido por Grimaldo ao minuto 21, os encarnados estiveram outra vez muito perto do golo, com um cabeceamento de Gabriel, que tinha entrado não fosse a elevada concentração e reflexos de Luís Maximiano.

Grimaldo novamente de bola parada, desta vez de livre e ao minuto 30, Grimaldo bate para a área, ninguém toca na bola e aparece ao segundo poste André Almeida que encosta para o lado de fora das redes verde e brancas.

No minuto 33, Bolasie numa jogada individual tocou para trás para Acuña e o argentino cruzou para a cabeça de Camacho que cabeceou como manda a lei, de cima para baixo, mas não enganou Vlachodimos que defendeu com segurança, após este lance, houve lançamento para os leões, novo cruzamento da esquerda e desta vez estava Luiz Phellype no centro da área que finalizou para o fundo das redes encarnadas, só que o golo não contou, porque o avançado brasileiro estava fora de jogo.

Bruno Fernandes, à passagem do minuto 38, abriu o livro e passou por 1, por 2, por 3 e depois tocou ao lado, para Bolasie que cortou para dentro e chutou de pé esquerdo directamente para as mãos do guardião grego.

Os artistas recolheram aos balneários e tiveram os 15 minutos de intervalo para recarregarem as baterias e limarem algumas arestas para a segunda parte.

A segunda parte tardou em começar devido ao grande número de tochas atiradas para o relvado do Estádio José de Alvalade.

O primeiro lance digno de registo na segunda parte foi o remate em jeito de fora de área por parte de Doumbia para defesa de Vlachodimos à passagem do minuto 63.

O Sporting entrou melhor na segunda parte, mas por volta do minuto 70 o Benfica voltou a tomar conta do jogo, até que aos 79 minutos, após um lançamento, Vinicius ganha uma série de ressaltos e toca ao lado para Rafa, que estava solto de marcação, encostar para o fundo das redes dos leões. Rafa, acabado de entrar, desfaz o nulo no marcador e marca o primeiro da partida. 1-0 para a equipa da Luz.

Já decorriam os 10 minutos de compensação, quando o recém entrado Seferovic picou a bola por cima da defensiva leonina para Rafa, que no coração da área, em jeito de trivela, finalizou fazendo o 2-0 com grande classe, sendo este o último lance do jogo.

O Benfica aproveitou a sua arma secreta (Rafa) para transformar a sua superioridade demonstrada em todo o jogo em golos. O Sporting está agora assim a 19 pontos da equipa da Luz e durante grande parte do encontro demonstrou não ter argumentos suficientes para se superiorizar perante os comandados de Bruno Lage.

Alexandre Ribeiro

Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendi, vivi e vibrei com o desporto rei. A licenciar-me em Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espectáculo fora das 4 linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.