Ineficácia leonina deixa escapar os 3 pontos no clássico

O Sporting recebeu o FC Porto em Alvalade num jogo a contar para a 15ª jornada da Liga. Os dragões saíram do primeiro clássico do ano com os três pontos, numa vitória por 2-1.

Iniciámos o ano com um clássico e ambas as equipas queriam arrecadar os três pontos e começar bem o ano. Silas não surpreendeu no onze inicial e começou com: Maximiano; Ristovski, Coates, Mathieu e Acuna; Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Bolasie, Luiz Phellype e Vietto. Já Sérgio Conceição apresentou: Marchesin; Corona, Pepe, Marcano e Alex Telles; Danilo Pereira, Uribe, Otavio e Nakajima; Marega e Soares.

Jorge Sousa foi o árbitro escolhido para o clássico e quando tudo estava a postos deu o apito inicial. Não demorou muito até surgir o primeiro golo. Apenas cinco minutos tinham passado e os dragões adiantaram-se no marcador. Corona aproveitou o desleixo da defesa leonina e com um grande passe meteu a bola em Marega que só desviou para a baliza.

O jogo continuou e a verdade é que o Sporting estava muito desorganizado e sem saber o que fazer com a bola. Surgiram dois amarelos, o primeiro para Uribe e o segundo para Acuna. Aos 23 minutos um toque em Pepe força a sua saída. Para o lugar do central entrou Mbemba. De seguida foi Alex Telles a ver a cartolina amarela.

Numa primeira meia hora onde pouco se viu de futebol, Nakajima, que foi um dos melhores em campo do lado dos dragões, viu uma passadeira vermelha e não rematou muito longe. O jogo estava muito partido, em que o Sporting estava a ter um pouco mais de posse mas não tinha objetividade com o esférico .

Bruno Fernandes viu o amarelo por reclamações, mas antes do intervalo o Sporting voltava ao jogo. Um grande passe de Vietto isola Acuna, e na cara do guarda-redes o argentino não teve misericórdia. Acuna fez o 1-1 com um remate sem hipótese para Marchesin.

Tudo empatado e as equipas voltaram aos balneários. A verdade é que o Sporting teve um pouco de mais de posse bola e de ataques, mas todos eles não criaram perigo. Já o Porto sabia o que tinha de fazer e sempre que atacava criava perigo.

As equipas voltaram ao campo para a segunda parte e desde cedo viu-se que o jogo ia virar. A turma verde e branca veio com outra vontade e assumiu o controlo do jogo. Logo no início da segunda parte Vietto ameaçou e mandou a bola ao poste.

Aos 54 minutos Luiz Phellype ganha a posição a Marcano e quase fez o segundo de cabeça. Logo a seguir foi de novo Vietto. O argentino mandou a bola a rasar o poste e quase fez o segundo. Nem passados 5 minutos, de novo Vietto manda por cima. O Sporting estava claramente por cima do jogo e o Porto tinha de fazer algo.

Aos 66 minutos Sérgio Conceição mexeu na equipa e lançou Luiz Diaz para o lugar de Nakajima, com o intuito de mudar o jogo. De seguida surgiram mais dois amarelos. O primeiro para Marcano e o segundo para Doumbia. Deste amarelo para Doumbia surgiu um livre perigoso para o FC Porto. A sequência da jogada deu canto para o Porto e aí vinha o segundo golo do clube do norte. Soares sozinho cabeceou para o fundo das redes sem hipótese para Maximiano.

Logo a seguir, o Porto aproveitou a fragilidade do Sporting e quase fez o terceiro. No entanto, Maximiano esteve à altura e deu o corpo às balas evitando o golo. Com o tempo a passar, Silas tinha de mexer na equipa. Sem medo, retirou Ristovski e o seu médio mais defensivo, Doumbia, e lançou Gonzalo Plata e Camacho. Pouco fizeram em campo. Até que surge um canto aos 84 minutos a favor do Sporting. Coates voa mas a barra impediu o uruguaio de fazer o golo.

Ainda entraram Sérgio Oliveira para o FC Porto e Jesé para o Sporting mas de pouco serviu àquela altura. Maximiano ainda negou de novo o terceiro do Porto com uma grande defesa, e Jorge Sousa apitou para o fim do jogo.

No primeiro clássico o Sporting teve as oportunidades mas não as soube aproveitar.Como o velho ditado diz “Quem não marca, sofre”, e assim aconteceu. Maximiano esteve à altura, mas a falta de eficácia da turma de Alvalade foi o principal fator para o clube da casa não sair do jogo com pontos. O empate era o resultado mais justo.

João Marques

Nasci nos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira. Actualmente estou a estudar Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. O desporto nasceu comigo e a paixão pelas letras já vem desde tenra idade.