Crónica – Vizela de 1ª ou Benfica de 3ª?

O Benfica defrontou o FC Vizela no encontro relativo à 4ª eliminatória da Taça de Portugal, no terreno do FC Vizela, arbitrado por Hélder Malheiro.

O Benfica alinhou com: Zlobin, A.Almeida, Jardel, Ferro, Grimaldo, Samaris, Gabriel, Pizzi, Jota, Chiquinho e R.D.T.

O Vizela apresentou o seguinte onze: Cajó, João Pedro, Matheus Costa, Mohamed Aidara, Kiki Afonso, Ericson, Francis Cann, Samu, Evrard Zag, Kiko Bondoso e Diogo Ribeiro.

A partida teve um início surpreendente com o domínio do Vizela, rápido, contundente e ameaçador para a baliza do Benfica. Alguma passividade e complacência por parte dos encarnados deixaram com que a formação que atua no Campeonato Nacional de Seniores abrisse o marcador à passagem do minuto sete, por intermédio de Samu, que bateu Zlobin com um tiro certeiro de fora da área.

Os encarnados pouco fizeram para ameaçar o empate, com alguns remates perto da baliza mas poucas chances de real perigo, o Vizela manteve-se atrevido e rápido nos ataques, testando a defesa benfiquista várias vezes.

Aos 26 minutos, Ericson vê o segundo amarelo por falta sobre Pizzi, sendo expulso numa fase precoce do jogo para a infelicidade do Vizela, que estava em boa forma no momento da partida.

Notou-se pouco a diferença numérica, pois o Benfica não melhorou muito nem beneficiou do homem extra para procurar o golo e acabou por não conseguir fazê-lo antes do intervalo.

Antes de começar a segunda parte, Bruno Lage retirou Samaris e colocou Carlos Vinicius, na esperança de aumentar o volume ofensivo da sua equipa e virar o resultado.

O Benfica foi crescendo na partida, no entanto sem evitar alguns momentos de perigo do Vizela que manteve-se muito confortável com a bola nos pés e capaz de explorar a profundidade ao longo do encontro.

Aos 57 minutos, troca no Vizela, entrou Alioune Fall para o lugar de Diogo Ribeiro. Dez minutos depois, Caio Lucas tomou o lugar de Gabriel nos encarnados, cimentando-se a investida ofensiva dos homens de Lage.

Deu certo, com o golo de Raúl de Tomás, ao minuto 70, assistido com qualidade por Jota, que cruzou certeiramente para o avançado espanhol, que teve apenas que encostar a bola no fundo das redes. Estava estabelecido o empate.

O Benfica subiu cada vez mais no campo, beneficiando de alguma fadiga do lado do Vizela. Motivados pelo golo do empate foram criando cada vez mais chances de golo, com um remate ao ferro por parte de Grimaldo ao minuto 72.

Pouco a pouco o Vizela ia perdendo a sua frescura ofensiva, com o seu treinador, Álvaro Pacheco, a trocar os seus criativos de meio campo em menos de 10 minutos, saindo Samu para o lugar de Landinho, e Evrard Zag para o lugar de André Soares, com a última substituição do conjunto de Vizela a acontecer ao minuto 81.

Aos 86, Caio Lucas isola Vinicius que mantém a compostura diante do guarda redes e da pressão de Aidara, finalizando o golo da reviravolta e fazendo a sua icónica pose. Estava definido o resultado final da partida.

Uma prestação de louvar do Vizela que bateu o pé ao campeão nacional, praticou bom futebol e não baixou os braços com um homem a menos. Noutro dia talvez o resultado pudesse ser outro, mas hoje tiveram a infelicidade de ser eliminados da Taça de Portugal, saindo de cabeça erguida.

O conjunto da Luz progride na competição com alguma apreensão pela dificuldade que passou para eliminar uma equipa do CNS, com alguns jogadores regularmente titulares e uma deslocação europeia dificílima na próxima quarta-feira, onde irá jogar com o Leipzig na casa dos alemães.

 

Fonte da Imagem: A Bola

 

José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautifull Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.