Mundial de clubes faz nascer associação sem o apoio da UEFA

Nasceu uma nova associação de clubes, composta por oito dos principais emblemas mundiais. A comunicação foi anunciada esta sexta-feira e o intuito da mesma, visa articular com a FiFA, entre outros temas, as eventuais alterações no que concerne ao Mundial de clubes que surgirá em junho de 2021.

Florentino Perez assume a direcção da Associação Mundial de Clubes de Futebol (WFCA), e depois da reunião com a entidade máxima do futebol, salientou: “O Mundial de clubes deve ser uma competição que permita o desenvolvimento do futebol a nível de clubes em todo o mundo. Temos muita vontade de manter uma estreita cooperação com a FIFA para elevar o futebol de clubes a outro nível”

Gianni Infantino, presidente da FIFA, esclareceu num comunicado que: “A opinião de clubes de todos os continentes foi ouvida”, adiantou ainda: “Se o futebol quiser continuar a ser a principal modalidade a nível mundial, temos de falar em conjunto e de forma aberta sobre os desafios e os problemas da modalidade, mas também sobre as grandes oportunidades que temos pela frente.”

De salientar que a partir de 2021, o Mundial de Clubes, que actualmente é disputado por sete equipas, vai incluir 24 clubes, em que, pelo menos oito emblemas são europeus, e realizar-se-á com a cadência de quatro anos, substituindo assim, a Taça das Confederações, a competição que juntava as seleções vencedoras dos campeonatos dos respetivos continentes.

A nova versão desta prova, arranca em junho de 2021, na China, e não conta com o apoio do órgão dirigente do futebol europeu (UEFA), e a Associação Europeia de Clubes, que já avançaram que vão boicotar o novo modelo da competição.

A recém criada Associação Mundial de Clubes de Futebol (WFCA), está sediada em Zurique, na Suíça, e é composta pelos oito clubes fundadores em representação de todos os emblemas mundiais: AC Milan (Itália), Real Madrid (Espanha), Boca Juniors e River Plate (Argentina), Club América (México), Guangzhou Evergrande (China), TP Mazembe (República Democrática do Congo) e Auckland City (Nova Zelândia).

Fotografia: Juan Carlos Hidalgo/EPA

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e dela, faz parte o futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os artistas brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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