Crónica: meia hora “à Benfica” que podia ter dado em goleada

No encontro de abertura da 10ª jornada, o Benfica recebeu e venceu o Rio Ave por 2-0. A partida teve início às 18 horas e foi arbitrada por Carlos Xistra.

A partida marcava o reencontro entre Carlos Carvalhal e Bruno Lage, antigos colegas de trabalho em Inglaterra ao serviço do Sheffield Wednesday e do Swansea, que agora se defrontavam enquanto treinadores opostos.

O Rio Ave alinhou com: Kieszek, Nélson Monte, Borevkovic, Aderllan Santos, Matheus Reis, Felipe Augusto, Nikola Jambor, Gabrielzinho, Tarantini, Nuno Santos e Mehdi Taremi.

O Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Pizzi, Florentino Luis, Gabriel, Franco Cervi, Chiquinho, Carlos Vinícius.

O Benfica partia para este jogo como líder isolado do campeonato, com 24 pontos. O Rio Ave estava na sétima posição, com 12 pontos.

A partida teve um início favorável à formação vila condense, com o Rio Ave a assumir a maioria da posse de bola e alguma superioridade territorial diante do Benfica, mas sem nenhuma chance muito evidente.

Pouco a pouco o Benfica foi subindo no terreno, permitindo o Rio Ave ter mais bola, mas aproveitando as recuperações para lançar ataques rápidos e com um foco direto à baliza de Kieszek.

Cada vez mais subiu a formação de Bruno Lage na partida, acertando a sua linha de pressão e ganhando algum conforto no meio campo da oposição. Ao minuto 30, o árbitro consultou o VAR e ignorou os pedidos de penálti por parte dos adeptos e da equipa benfiquista, após uma alegada falta sobre André Almeida na área. No canto que sucedeu a jogada polémica, o Benfica adiantou-se na partida por Rúben Dias, assistido por Pizzi.

O Benfica continuou relativamente superior ao Rio Ave no que restou da primeira parte, com Chiquinho a assumir grande relevância na construção e no apoio ao meio campo, juntamente com Cervi e Vinicius a destacarem-se pelo esforço e boas contribuições ofensivas.

Do lado do Rio Ave, os extremos Nuno Santos (que rematou ao poste nos últimos minutos da primeira parte) e Gabrielzinho foram muito desequilibradores e exploraram bastante a profundidade nas costas da linha defensiva benfiquista, causando algum perigo.

A segunda parte iniciou-se da mesma forma que a primeira, com mais posse a favor do Rio Ave, no entanto o Benfica estava mais confiante e vertiginoso na sua contrução ofensiva, explorando com maior facilidade as fragilidades na defesa contrária. Carlos Carvalhal retirou o avançado Taremi ao minuto 46 e colocou Ronan.

O segundo golo das águias não tardou, à passagem do minuto 51, Franco Cervi assiste Pizzi, que tira do caminho dois defesas do Rio Ave com uma simulação e finaliza o lance com tranquilidade.

Pouco depois do segundo golo, Carlos Mané entrou para o lugar de Gabrielzinho, com o intuito de refrescar o ataque do Rio Ave.

A partir da hora de jogo, o Rio Ave foi encurralado na partida, com uma pressão intensa do Benfica que impossibilitou quase totalmente a formação de Carvalhal de sair a jogar e construir lances de perigo. Durante grande parte do restante da partida, o jogo foi disputado no meio campo da formação vila condense, com chances regulares a favor do Benfica.

O guarda-redes polaco evitou males maiores e acabaria por manter a sua baliza protegida durante o restante da partida, com os seus serviços a serem necessários repetidamente.

Messias entrou para o lugar do lesionado Aderllan Santos, cumprindo-se assim todas as substituições do lado do Rio Ave, à passagem do minuto 72.

Nem tudo foram boas notícias para o conjunto de Bruno Lage, com Grimaldo a sair queixoso da partida ao minuto 77, dando o seu lugar a Tomás Tavares. Pouco depois, Gedson Fernandes substituiu Chiquinho e Seferovic entrou para o lugar de Vinicius. O treinador do Benfica deu algum repouso à sua dupla de ataque e encerrou assim, tardiamente, as suas substituições.

Consumou-se assim a vitória dominadora dos encarnados e a partida ficou encerrada.

O Benfica reforçou a sua condição de líder, posicionando-se cinco pontos à frente do FC Porto e do FC Famalicão, ambos com um jogo a menos por disputar. O Rio Ave continua na sétima posição da tabela com 12 pontos.

 

José Horta

Não nasci a gostar de futebol, mas quando comecei nunca mais quis outra coisa. Algarvio de nascença mas adepto do futebol para além daquele que se joga na praia. Sempre atento aos contornos e novidades do "Desporto Rei", "Beautifull Game" ou lhe quiserem chamar. Aluno universitário de Ciências da Comunicação na FCSH.

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