Defesa instável e um ataque portista sem eficácia dão vitória aos holandeses

O FC Porto foi derrotado esta noite, por dois golos sem resposta no terreno do Feyenoord, em Roterdão, na segunda ronda do Grupo G da Liga Europa.

Os azuis e brancos foram muito irregulares na organização defensiva, cometendo sucessivas falhas de marcação e atrapalhação na abordagem deste processo. Não obstante, no capítulo ofensivo, criaram bastantes ocasiões de golo mas sem a eficácia que se exige aos dragões. Os holandeses criaram menos ocasiões, mas  saíram premiados com uma vitória que se justifica pelo facto de, terem sido um conjunto mais equilibrado nas suas dinâmicas.

A primeira ocasião de golo surgiu dos pés de Nakajima aos 8′ ao ser assistido por Alex Teles, o japonês pecou na finalização. Os dragões nos primeiros 25 minutos controlaram o adversário e além da maior posse de bola, ocuparam com mais incidência, o meio-campo dos holandeses. À passagem do minuto 20, novamente uma assistência de Alex Teles com cruzamento rasteiro mas Zé Luís não conseguiu finalizar com êxito.

O Feyenoord ia sustendo o maior caudal atacante portista e aos poucos, iam travando o processo ofensivo destes. O primeiro alerta surgiu pelo lateral esquerdo Haps, que recebeu a bola na sequência de um pontapé de canto, e aos 24′ rematou sobre a barra da baliza de Marchesín.

Os pupilos de Sérgio Conceição iam sentindo mais dificuldade na segunda fase de construção ainda assim, coube aos dragões mais uma oportunidade de golo antes do apito para intervalo, ao minuto 37, Pepe foi assistido por Alex Teles e nas alturas o luso-brasileiro cabeceou para defesa apertada do guardião Vermeer.

No regresso para a etapa complementar, pedia-se um FC Porto com mais assertividade no ataque e mais organização na defesa ainda assim, não se confirmou tal prognóstico.

O médio ofensivo Toornstra aproveitou uma má saída defensiva da equipa portuguesa com falhas de marcação e atrapalhação de Pepe com Manafá, e abriram o marcador no quarto minuto do segundo tempo.

Estava aberto o marcador em Roterdão

Sérgio Conceição fez sair Nakajima para entrar Luis Díaz aos 57′ e ganhou com isso, mais consistência nas manobras ofensivas e igualmente no apoio defensivo.

Os dragões iam mostrando um recital de ataques mal finalizados e aos 61′, o colombiano Uribe cobrou um livre de forma eximia para Otávio, que recebeu bem mas atirou à trave.

O mister portista percebia que o golo poderia aparecer a qualquer momento e fez saltar do banco, o criativo Soares para render Zé Luis.

Os holandeses responderam de imediato com um remate forte, valeu a barra do guardião dos azuis e brancos. Com os dragões mais ofensivos, a defesa ficara mais exposta e o Feyenoord numa transição ofensiva do extremo esquerdo Larsson, apareceu isolado de frente para Marchesín mas ao picar a bola, esta não levou o melhor caminho.

Os dragões iam demonstrando alguma insegurança a defender e apesar de maior pendor ofensivo, a assertividade foi coisa que não acompanhou a equipa. Aos 68′ Marega assistido por Soares, no centro da área e sem oposição, atirou bem alto, à passagem do minuto 74 foi a vez do colombiano Diaz, a rematar à trave, e como não há duas sem três, aos 78′ Pepe assistiu Soares e o brasileiro, com a pressão do guardião, rematou para defesa apertada deste.

O velho ditado “Quem não marca sofre” fez jus e eis que, ao minuto 80, os holandeses dilataram o marcador, com a equipa portista a ficar mal na fotografia deste golo. Danilo no momento de construção tentou colocar em Otavio e a pouca precisão do passe, permitiu a Karsdorp interceptar o lance na zona de meio-campo e arrancou até à baliza de Marchesín, passando por diversos jogadores portistas que pecaram pela inércia, permitindo assim, um golo que premiava a eficácia holandesa.

Karsdorp dilatou o marcador e fechou a contagem nos 2-0

Fábio Silva entrou para o lugar de Danilo mas os dez minutos que restaram, foi mais do mesmo, um FC Porto a criar oportunidades e a falhar no momento  da finalização.

O grupo G tem as quatro equipas com três pontos

1º Feyenoord

2º Young Boys

3º Rangers

4º FC Porto

 

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e dela, faz parte o futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os artistas brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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