Diogo Izata: O guerreiro leiriense que conquistou Vila Franca de Xira

Bilhete de Identidade

Nome: Diogo Marques Izata Pereira

Data de nascimento: 1997-01-06 (22 anos)

Nacionalidade: Português

Naturalidade: Leiria

Posição: Médio Defensivo

Clube Atual: União Desportiva Vilafranquense

 

O AMBIDESTRO esteve à conversa com um jogador que apesar de ainda ter 22 anos, conta já com passagens pelo União de Leiria, FC Porto, Sporting de Braga e até uma subida de divisão à Segunda Liga portuguesa. Chegou a Vila Franca de Xira em 2016 e desde aí totalizou mais de 110 encontros ao serviço do União Desportiva Vilafranquense.

A temporada passada foi peça fulcral no meio campo da equipa e ajudou (e muito) a que o clube alcançasse um histórico 2º lugar no Campeonato de Portugal – onde só perdeu no Jamor frente ao Casa Pia nas grandes penalidades – e subisse pela primeira vez na história do clube à Segunda Liga nacional, a Ledman LigaPro. Estivemos à conversa com Diogo Izata, o “pulmão” do Vilafranquense.

 

Ambidestro: Como surgiu o futebol na tua vida, frequentaste alguma escola de formação?

Izata: Surgiu naturalmente. A minha família está muito ligada ao futebol e desde pequeno que sempre gostei. Aos oito anos entrei para a formação da Uniao Desportiva de Leiria.

 

 

Ambidestro: Como surgiu a hipótese de deixar Leiria, onde cresceste, rumo ao FC Porto quando tinhas apenas 16 anos?

Izata: Tinha feito duas boas épocas nos sub 15 e sub 16 ao serviço da UD Leiria, onde fui, inclusive, chamado à Seleção Nacional. Nessas duas temporadas despertei o interesse de alguns clubes e felizmente acabei por rumar ao FC Porto.

 

 

Ambidestro: Como foi a experiência no FC Porto?

Izata: Gostei bastante, fui muito bem recebido pelo clube e gostei muito da cidade. Para além disso, fez me crescer bastante a todos os níveis, fez me ganhar maturidade enquanto jogador e pessoa.

Ambidestro: Sempre foi no centro do terreno que te sentiste mais confortável? Ou experimentaste outras posições?

Izata: Onde mais gosto de jogar é no meio campo, mas devido a algumas circunstancias tive de baixar no terreno e jogar a central e a lateral. Acho muito importante um jogador saber pisar várias zonas do campo, torna-o mais inteligente e com melhor perceção e conhecimento do jogo.

 

Ambidestro: Depois de apenas uma temporada no Porto, mudaste-te para Braga em 2014/15. Como surgiu essa mudança? Sentes que foi um passo em frente na tua carreira?

Izata: Sim sinto. Era júnior de primeiro ano e não estava a ter oportunidades. Isso levou a que quisesse sair e hoje não me arrependo em nada dessa mudança.

Ambidestro: Como foi o teu último passo na formação, ao serviço do Braga?

Izata: Foi uma época triste porque não conseguimos atingir o objetivo que estava estipulado. Contudo, nem tudo foi mau e felizmente joguei bastante nesse ano.

Ambidestro: Em 2016/17 deste o salto para os seniores e, nomeadamente, para o teu clube atual, o Vilafranquense. Como surgiu essa oportunidade?

Izata: A oportunidade surgiu graças à empresa que ainda hoje me agencia. Na altura, eles eram ligados ao Vilafranquense e queriam que eu fosse para lá. Assim foi.

Ambidestro: Como foi a mudança do Norte para Vila Franca de Xira? A adaptação correu bem?

Izata: Foi complicado sair do norte sinceramente, mas a adaptação foi fácil tambem porque tinha um colega de equipa que já conhecia o Tiago Martins agora está no Vitória SC.

Ambidestro: Logo na tua primeira temporada totalizaste 36 jogos e estreaste-te, inclusive, a marcar como sénior. Como foi este primeiro ano?

Izata: Eu fui para o Vilafranquense com os meus objetivos pessoais bem traçados e felizmente consegui alcança-los.

Ambidestro: Ao longo de três temporadas fizeste mais de 110 jogos no Campeonato de Portugal, onde marcaste três golos. Como foi a experiência numa das divisões mais competitivas nacionais?

Izata: O Campeonato de Portugal é muito competitivo mesmo. Senti que nestes três anos cresci mais do que em todo o resto do meu percurso na formação, muito disso deve-se ao facto de ter as pessoas certas a meu lado.

Ambidestro: Nessa época, em 2016/17, fizeste também a tua estreia na Taça de Portugal frente ao Loures e foram apenas eliminados nos oitavos-de-final frente ao Vitória de Guimarães. Como foi esse percurso na prova Rainha portuguesa?

Izata: Fizemos uma boa campanha na Taça, mas foi algo que a mim não me surpreendeu de todo, porque sabia da qualidade que havia no plantel. Tínhamos e temos jovens com muita qualidade.

 

Ambidestro: Na temporada passada, foste peça fulcral na subida de divisão do Vilafranquense, estando presente em 41 dos 42 jogos da equipa. Como foi este ano histórico do clube?

Izata: Foi um ano em grande. Admito que também tivemos a estrelinha, o que dá sempre jeito e persegue sempre quem a procura. Fomos premiados com a subida de divisão. Considero esse o melhor momento da minha carreira até agora. Felizmente joguei bastante na época transata.

Ambidestro: O ano passado foi óptimo para a equipa, com a subida à Segunda Divisão Nacional. Contudo, o título fugiu no Jamor com a derrota nos penaltis frente ao Casa Pia. Como foi esse jogo?

Izata: Foi um jogo diferente. Obviamente todos nós queríamos levantar a taça no Jamor, mas não fomos felizes nos penaltis. Contudo, o mais importante foi alcançado, conseguimos a subida de divisão.

Ambidestro: O que significou esta subida à Segunda Divisão?

Izata: A subida significou muito. Foi um ano super complicado por vários motivos. Toda a equipa, clube e cidade merecia esta subida de divisão.

Ambidestro: Qual a principal diferença entre o Campeonato de Portugal e a Segunda Liga?

Izata: A Segunda liga é mais competitiva e com mais qualidade. Já não há jogos teoricamente “fáceis “, todos os encontros têm um nível de exigência muito alto.

Ambidestro: Esta temporada continuas como uma peça fulcral e és um dos totalistas da equipa, jogando os 90 minutos nos quatro jogos disputados. Qual o objectivo para esta época?

Izata: Tenho jogado felizmente e estamos dentro do objetivo do clube. O principal objetivo é a manutenção, individualmente quero ter o máximo de minutos possíveis, fazer boas exibições e dar continuidade ao meu crescimento enquanto jogador.

Ambidestro: Apesar de tenra idade, contas já com passagens por grandes nomes do futebol português como União de Leiria, Braga, Porto e Vilafranquense. Qual foi para ti a melhor experiência enquanto atleta?

Izata: Não consigo individualizar um. Todos os clubes por onde passei são neste momento especiais para mim, cada um deles tem um espacinho no meu coração (risos)

Ambidestro: Como te defines enquanto jogador?

Izata: Considero-me um jogador inteligente, com conhecimento do jogo, qualidade técnica e com uma boa leitura de jogo

Ambidestro: Melhor momento da carreira?

Izata: Tenho de destacar a subida de divisão na época passada, a par da ida ao europeu sub 17. Ambos foram muito importantes para mim

Ambidestro: Qual o teu principal objetivo no futebol? Até onde queres levar o teu talento?

Izata: Depois do ano passado, quero ainda chegar à Primeira Liga. Sei que é difícil, tenho que crescer ainda. No entanto tenho total confiança naquilo que sou e no meu potencial enquanto atleta.

 

Fora das quatro linhas:

Prato favorito – Bacalhau com natas

Música preferida – Depende das fases (risos)

Filme favorito – Nocaute

O que fazes nos tempos livres – Estar com os meus amigos

Jogador que mais admiras –  Xavi Hernandez

Treinador que mais te marcou – Rui Tomé

Melhor jogador de sempre – Lionel Messi

 

Ficámos assim a conhecer melhor Diogo Izata, um jovem jogador que, apesar dos seus 22 anos de idade, conta já com passagens por grandes clubes nacionais e com uma subida de divisão ao serviço do clube de Vila Franca de Xira. Um médio de cariz mais defensivo, combatente e sempre disposto a sacrificar em prol da equipa e dos seus objetivos coletivos. Um autêntico guerreiro leiriense que promete não ficar por aqui e ambiciona ainda chegar ao principal escalão português.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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