OPINIÃO: 4 jogadores com demasiada qualidade para as suas ligas

Estes são quatro jogadores que a sua qualidade em muito ultrapassa a da liga em que competem.

Carlos Vela

Depois da sua chegada à MLS em 2018 para o Los Angeles FC, o internacional mexicano tem-se destacado consideravelmente dos seus pares com uma qualidade pouco comum num país onde o futebol masculino é pouco valorizado. O avançado está a viver a sua melhor temporada de sempre em 2019, ocupando a posição de melhor marcador da liga americana com 27 golos em 26 partidos, uma média de 1,04 golos por jogo e um total de 37 participações em golo, sendo também o jogador com o terceiro maior número de assistências. Depois de 12 anos na Europa marcados pela inconsistência, Vela encontrou o seu ritmo e confiança nos Estados Unidos e talvez esteja na hora de um regresso ao velho continente.

Kylian Mbappé

Com apenas 20 anos Kylian Mbappé já conquistou três campeonatos franceses, uma taça de frança, uma taça da liga francesa e uma supertaça de frança; foi eleito o melhor jogador dos mês da Ligue 1 em quatro ocasiões, o melhor jogador jovem e parte da equipa ideal da liga em todas as suas temporadas como profissional, o melhor jogador da Ligue 1 em 2018/2019, recebeu o troféu Kopa da France Football e foi eleito o melhor jogador francês em 2018.

Destacou-se na Liga dos Campeões em 2016/2017 onde fez parte da equipa revelação e a equipa ideal da UEFA. A nível internacional começou por destacar-se em 2016 no campeonato europeu sub-19, tendo feito parte do 11 ideal. Em 2018 ganha o mundial de futebol com a equipa francesa, um torneio em que é eleito por duas vezes o melhor jogador em campo e o melhor jogador jovem, fazendo parte da equipa revelação do mundial.

Depois de ter ganho o prémio Golden Boy em 2017, a Ballon d´Or fará inevitavelmente parte do seu futuro. O avançado será um jogador que marcará a história do futebol e a Ligue 1, dominada pelo PSG de Mbappé, não providencia a competição necessária para o francês continuar a crescer.

 

Bruno Fernandes

Na temporada passada o jogador do Sporting superou o recorde de golos marcados por um médio português, com 31 numa só temporada; tendo sido eleito o melhor jogador da primeira liga. Depois de um verão em que a transferência do médio ofensivo para a Premier Ligue parecia inevitável, com reportado interesse do Manchester United, do Tottenham Hotspur e pressão por parte do próprio jogador para a mudança ocorrer, os sonhos de Fernandes de jogar na liga inglesa foram adiados até janeiro com o fecho do mercado de transferências britânico, a 8 de agosto.

Embora a liga portuguesa seja conhecida por produzir e descobrir grandes talentos futebolísticos, não pertence ao top 5 europeu, um nível em que Bruno Fernandes tem, sem dúvida, qualidade para jogar. Com o mercado europeu aberto uma saída de Portugal pode ainda ser uma possibilidade para o internacional português.

 

André-Pierre Gignac

Depois de ter batido recordes na Ligue 1 como o maior marcador do Lorient em 2006/2007; da liga francesa em 2008/2009, tendo também nessa temporada sido eleito por duas vezes o jogador do mês pelo UNFP, ter sido nomeado para o prémio de jogador da liga francesa, constituído a equipa do ano da Ligue 1; ter detido o recorde, até 2014, de maior marcador da liga francesa no século XXI, com 31 golos marcados na temporada 2009/2010.

Em 2015 o avançado francês chocou o mundo futebolístico com uma transferência do Olympique de Marseille para os Tigres UANL na Liga MX, no que é considerada uma das maiores transferências de sempre do futebol mexicano. Mesmo com rumores de interesse no internacional francês por parte de equipas europeias, Gignac optou por jogar no continente americano onde é o marcador máximo na história da liga mexicana. Embora o seu sucesso no México seja inegável, os golos parecem surgir com demasiada facilidade numa liga que não está ao nível deste jogador.

 

Inês Macieira

Maluquinha da bola, devoradora de livros e apaixonada pela escrita. Licenciada em Ciências da Comunicação na FCSH, a caminho de Bruxelas para um mestrado em Relações Internacionais.

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