Nova geração de ouro fica-se pelo nome e é eliminada do Mundial sub-20 na fase de grupos

No jogo decisivo do grupo, os jovens jogadores portugueses ficaram mais uma vez aquém do esperado e empataram com a África do Sul, confirmando a sua saída do Mundial sub-20 na Polónia. Argentina e Coreia do Sul foram as equipas a passar neste grupo.

Nada mais interessava a Portugal do que a vitória. Por forma a garantir a passagem à próxima fase, e não depender de terceiros, os três pontos neste encontro eram essenciais. À mesma hora a Argentina, líder do grupo, jogava contra a Coreia do Sul, estando a formação asiática em igualdade pontual com a Seleção das Quinas.

Sabendo desta obrigação de vencer, o selecionador Hélio Sousa montou a equipa de jovens portugueses de olho posto no ataque. Tirou o médio do Sporting Miguel Luís e o lateral do Manchester United Diogo Dalot. Entraram para os seu lugares Thierry Correia (Sporting) e Nuno Santos (Benfica).

O jogo começou e a mentalidade da equipa era bem clara. Nos primeiros sete minutos do encontro Portugal ia tentando o golo, mas sempre de longe. Florentino Luís, Jota e Francisco Trincão tentaram o golo, sem no entanto o efeito desejado.

A insistência valeu a pena e o golo não demorou a aparecer. Aos 18 minutos Trincão avançou pela ala direita, atrasou para o seu colega de lado Thierry Correia que cruzou com peso e medida para o coração da área. Rafael Leão recebeu orientado para a baliza e desviou de Kubheka para o primeiro da partida. 1-0 para Portugal e um resultado que já dava a passagem aos oitavos.

O golo lusitano pareceu acordar momentaneamente a seleção africana que tentavam subir no terreno. No entanto, o estilo de jogo da África do Sul  baseava-se muito no jogo direto e os Diogos (Queirós e Leite) de Portugal iam controlando a zona central da defesa.

Até ao final da 1ª parte pouco mais houve a acrescentar. O autor do golo português, Rafael Leão, por mais duas vezes (minuto 30 e 36) esteve perto de aumentar a contagem, mas encontrou em Kubheka um adversário à altura.

Portugal chegava ao intervalo tranquilamente na frente do resultado, apesar da vantagem mínima. Contudo, no outro jogo que interessava a Portugal, a Coreia ia ganhando à Argentina por um golo, o que deixava os pupilos de Hélio Sousa no 3º lugar do grupo e consequentemente fora da próxima fase.

Apesar deste cenário, os coreanos ficavam assim à frente por apenas um golo marcado. Nos segundos 45 minutos, Portugal via-se obrigado a marcar e sempre com um olho no que se passava no outro encontro do grupo.

A segunda parte começou e da pior maneira para os portugueses. Apenas com cinco minutos de jogo o juiz da partida assistiu-se do VAR para assinalar penalti contra Portugal. James Monyane foi o chamado a bater e enganou completamente João Virgínia. Partida empatada e Portugal era agora obrigado a marcar pelo menos dois golos para não ser eliminado.

No entanto, fogo com fogo se combate e não tardou a existir caso similar do lado contrário do campo. Cruzamento da esquerda portuguesa a embater no braço do defesa africano, o árbitro foi mais uma vez ao VAR e deu mesmo a grande penalidade.

Jota foi quem teve a responsabilidade e continuava o pesadelo para Portugal. O avançado do Benfica falhou mesmo a penalidade depois de uma grande defesa de Kubheka. Por esta altura, para piorar a situação, a Coreia do Sul voltava a marcar, precisando assim Portugal de marcar três golos.

Com o cenário cada vez mais negro para os portugueses, Hélio Sousa viu-se obrigado a mexer na equipa e na formação. Fez entrar Pedro Martelo, ponta de lança mais fixo, para aumentar o poder de fogo da equipa.

O número de jogadores no ataque aumentava mas quem criou perigo foi mesmo um defesa. Diogo Queirós subiu ao ataque num livre batido à esquerda e acertou em cheio no ferro. Com 20 minutos para jogar, Portugal começava a desesperar.

Portugal precisava urgentemente de golos mas ia atacando sem muito critério. A grande ocasião surgiu novamente dos pés de Rafael Leão. Depois da África do Sul ter assustado numa ponta do campo, o avançado do Lille com um grande movimento rematou cruzado mas o guardião africano defendeu mais uma vez.

Até ao final e apesar dos 6 minutos de compensação, nenhuma ocasião relevante se verificou. O sonho português de vencer o Mundial sub-20 na Polónia terminou bem mais cedo do que o esperado, mas muito por culpa própria. Fracas exibições na derrota contra a Argentina e no empate com a África do Sul ditaram o destino lusitano.

Francisco Carvalho

Desde tenra idade que duas paixões me cativaram, desporto e a escrita, sendo a sua união o cenário ideal. Cedo percebi que com esforço e dedicação poderia juntar uma paixão a uma profissão, sendo o jornalismo a resposta. Numa geração onde a banalização e a desvalorização da informação são recorrentes, quero mostrar a relevância do mundo jornalístico em toda esta sociedade cativante que nos rodeia.

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