Lembra-se de… Karel Poborský, o checo que tirou o chapéu a Portugal

Nome completo: Karel Poborský

Nascimento: 30 de março de 1972

Local: Jindřichův Hradec, República Checa (antiga Checoslováquia)

Nacionalidade: Checa

Altura: 1.74m

Posição: Extremo

Clubes: SK Dynamo České Budějovice; FK Viktoria Žižkov; SK Slavia Praha; Manchester United FC; SL Benfica; S.S. Lazio e AC Sparta Praha


Início (1991-1996)

Karel Poborský começou a sua carreira como jogador de futebol profissional com 19 anos. Começou num clube a cerca de 50 km do seu local de nascimento, o České Budějovice, clube este sem grande tradição na República Checa e que apenas tem 3 títulos da segunda divisão. Quando o extremo começou a jogar, eles encontravam-se na primeira divisão checoslovaca, obtendo um décimo terceiro lugar. Poborský cumpriu 3 anos no clube realizando, 82 jogos e marcando 15 golos, e seguiu caminho para o Viktoria Žižkov, vencedores da taça no anterior à sua chegada. Na época e meia que realizou neste clube, realizou 28 jogos e marcou 10 golos, chamando à atenção do Slavia de Praga, clube histórico da República Checa, que o queria para suprir a saída de Patrik Berger para o Borussia Dortmund. Poborský realizou apenas meia época no clube, mas venceu o seu primeiro título: o Campeonato da República Checa. Realizou ainda 26 jogos e marcou 11 golos. Mudou-se para o Manchester United, após o Euro de 1996, realizado em Inglaterra, que se apressou a levá-lo para Inglaterra a troco de 4 milhões de euros.

Manchester United FC (1996-1998)

A ida para Manchester veio como uma surpresa Poborský. Em Praga ele nem era um dos titulares, mas os dotes que demonstrou em terras de Sua Majestade, aquando do Euro 1996, impressionaram vários clubes e valeram-lhe o título de melhor jogador checo do ano, partilhado com Patrik Berger. Liverpool e Lazio tentaram levá-lo, mas foi o Manchester United que ganhou a corrida pelo checo.

Quando chegou a Manchester, com 24 anos, vinha com estatuto de titular. Estatuto esse que nunca se confirmou devido à ascensão de um jovem chamado David Beckham, e devido ao estatuto de Ryan Giggs. Na primeira época conseguiu realizar 22 jogos e marcar 3 golos, chegou às meias-finais da Liga dos Campeões e venceu a Premier League e a Supertaça Inglesa. Na sua segunda época ao serviço dos reds, perdeu o brilho que trazia de 1996 e realizou apenas 10 jogos, marcando apenas 2 golos. Vendo o seu tempo de jogo diminuído por dois jogadores de classe mundial, Poborský procura novas paragens, e surge o Benfica.

SL Benfica (1998-2001)

Chegou ao Benfica com 26 anos, a troco de 2.8 milhões de euros. Em Portugal demonstrou, talvez, o seu melhor nível, mas chegou ao Benfica num dos maiores períodos de seca do clube. Nos dois e meio anos que gastou em Lisboa, não ganhou nenhum título, mas ganhou estatuto. Aquele que parecia ter desaparecido nos dois anos que passou em Inglaterra. No clube encarnado foi titular indiscutível nas duas épocas que realizou. A jogar com João Vieira Pinto e Nuno Gomes, e numa equipa que contava com Preud’Homme na baliza, voltou a estar nos grandes palcos e nas grandes decisões e voltou a estabelecer-se como o extremo virtuoso e marcador que era. Realizou 61 jogos e marcou 11 golos.

S.S. Lazio (2001-2002)

Após uma série de boas performances em Portugal, trocou Lisboa por Roma, em janeiro de 2001, para jogar pela Lazio. Chegou por 2,25 milhões, e com esperanças de continuar a mostrar o seu melhor futebol. Embora tivesse chegado a meio da época, realizou ainda 27 jogos, marcando 4 golos. Dois dos golos que marcou pelos azuis-celeste, foram marcados na última jornada. Num jogo que decidia o título italiano dessa época, a Lazio enfrentava o Inter, que precisava daquela vitória para festejar o título. Embora todos pensassem que a Lazio deixaria o Inter ganhar, de modo a não deixar a Roma sagrar-se campeã, a Lazio venceu 4-2 o Inter, com dois do checo. No final, quem ganhou foi a Juventus, mas bem podem agradecer o título a Karel Poborský.

De volta às origens (2002-2007)

Em 2002 deixa a Lazio para voltar à República Checa, com 30 anos, desta vez para jogar ao serviço do Sparta de Praga, grande rival do Slavia, clube que já havia representado. Na República Checa era o jogador mais bem pago do campeonato. Pelo Sparta de Praga venceu dois Campeonatos e duas Taças nacionais e voltou a jogar a Liga dos Campeões, curiosamente, contra o Manchester United. Realizou 87 jogos e marcou 26 golos.

Em 2006 volta ao seu primeiro clube, o České Budějovice, agora denominado Dynamo České Budějovice. Cumpriu duas época, na segunda divisão checa, onde jogou 26 jogos e marcou 10 golos, e retirou-se frente ao seu antigo clube, Slavia de Praga, a 28 de maio de 2007, já com 35 anos.

Seleção Nacional Checa

Pela seleção checa, Karel Poborský é o segundo mais internacional, apenas atrás de Petc Cech. Estreou-se em 1994, frente à Turquia, ainda estava ao serviço do České Budějovice. Curiosamente, este foi também o primeiro jogo internacional da República Checa, depois da separação da Eslováquia. Participou em 3 fases finais de Europeus (1996, 2000 e 2004) e esteve no Mundial de 2006.

O Europeu de 1996, em Inglaterra, foi sem dúvida o seu melhor, chegando à final da competição e fazendo parte da equipa do Europeu. As performances nesta competição valeram-lhe o “salto” para a ribalta e para o Manchester United. De recordar o seu grande golo frente a Portugal, que eliminou a nossa seleção da competição. Veja aqui o golo:

Em 2000, não teve grande prestação, mas em 2004, a República Checa foi até às meia-finais e Karel Poborský, foi um dos jogadores com mais assistências da competição (4).

Em 2006, disputou o Mundial, na Alemanha, mas nem foi titular, pois a sua idade (34 anos) e o seu nivel competitivo já não eram os melhores. Retirou-se nesse mesmo ano da seleção checa, um ano antes de se retirar de vez, e de começar o desempenhar funções como Líder Técnico na federação de futebol Checa.

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