Há 11 anos atrás viveu-se um dérbi memorável entre Sporting e Benfica

Um dos melhores derbies que Portugal já viu. Fez 11 anos que o Sporting eliminou o Benfica na meia final da Taça de Portugal, um dérbi histórico que o país teve o prazer de ver.

Ainda há dias o Sporting eliminou o Benfica na meia final da Taça de Portugal com um golo de outro mundo de Bruno Fernandes. Se recuarmos 11 anos atrás, recordamos um dos melhores derbies que o país já viu, onde a equipa de Alvalade saiu também vitoriosa após uma recuperação inesperada. Um eterno dérbi que recordamos como um grande espetáculo de futebol.

Lembra-se do Sporting de “levezinho” Liedson, João Moutinho e Vukcevic? Lembra-se do Benfica de Rui Costa, Petit e Di Maria? Parece que não, mas já passaram 11 anos desde que estes eram uns dos vários protagonistas dos dois grandes. Entre Sporting e Benfica será sempre vivida a emoção do futebol ao mais alto nível, e o jogo das meias finas da Taça de Portugal da temporada de 2007/2008, que teve como palco o Estádio de Alvalade, não foi excepção à regra. Ainda antes de começar o jogo, a partir dos adeptos, já se vivia e sentia o alvoroço de um jogo que iria ficar na história do Sporting Clube de Portugal.

A reviravolta do 2-0 para 5-3 por parte da turma verde e branca demonstrou que os intervalos dos jogos não servem só para descansar. Na verdade, quem começou melhor o jogo foi o Benfica e desde cedo que as águias deram dificuldades ao Sporting. Primeiramente com Di Maria a criar perigo para os encarnados, e na tentativa de ganhar penalti o argentino acabou por ver a cartolina amarela, visto que o árbitro entendeu a jogada como simulação. Minutos depois, surge mesmo o golo. O maestro do meio campo do Benfica, Rui Costa, combina bem com Di Maria e faz o 1-0. Pouco tempo depois, o Benfica demonstrava a clara superioridade no jogo fazendo o 2-0. De novo uma jogada que começa nos pés de Rui Costa, e após o cruzamento de Léo, a bola acaba na cabeça do capitão encarnado, Nuno Gomes, que facilmente marcou. Até então era o Benfica que comandava o jogo, e os leões tornavam-se cada vez mais inferiores.

Contudo, o melhor estava por vir. Após o intervalo, o Sporting vinha mais organizado, intenso e aguerrido. O capitão leonino, João Moutinho, ameaça com um remate ao ferro, aumentando a confiança dos leões. Após uma grande jogada de Vukcevic, Yannick Djaló encosta e reduz para 2-1. Faltava cerca de 22 minutos para acabar o dérbi, e ninguém respirava dentro do estádio. O Sporting acaba por igualar o marcador com a insistência do capitão que cruza para o remate de Liedson, sem hipóteses para Quim. A partir daí foi uma chuva de golos. Primeiro por parte de Derlei, que tinha entrado na segunda parte, fazendo o 3-2. De seguida, Cristián Rodriguez remata fora de área, e faz o 3-3 para o clube encarnado. Mas o Sporting não baixou os braços, e a menos de dez minutos para o fim do jogo faz dois golos fora do normal. Yannick Djaló inspirou-se e do meio da rua mete a bola dentro da baliza, fazendo o 4-3. “Parece hóquei em patins” dizia Hélder Conduto, que relatava o jogo na Antena 1. Já nos descontos, com o Benfica a fazer de tudo para igualar o resultado, o Sporting volta a marcar. Simón Vukcevic, após cruzamento de Miguel Veloso, nem deixou a bola cair no relvado e com um pontapé estrondoso, faz o 5-3. Os adeptos do Benfica iam saindo do estádio e os do Sporting iam cantando.

Um jogo de loucos. Um hino ao futebol. Um histórico dérbi que já não se via acontecer desde os 7-1 e dos 6-3. Durante todo o jogo se ouvia as vozes dos adeptos, e apesar do Sporting ter saído com a vitória, todos os espectadores presentes no estádio, devem ter saído satisfeitos com o espetáculo dado na noite de 16 de abril de 2008.

Sendo assim, mais uma vez lembramos um histórico do futebol. Desta vez um histórico nacional, que vale sempre a pena recordar tendo em conta o jogo demonstrado, quer por parte do Sporting quer por parte do Benfica.

João Marques

Nasci nos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira. Actualmente estou a estudar Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. O desporto nasceu comigo e a paixão pelas letras já vem desde tenra idade.

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