Dragões vencem pela margem mínima, depois da ressaca da Champions

O FC Porto venceu este sábado, no Dragão, o Santa Clara, pela margem mínima: 1-0. Marega redimiu-se da ineficácia contra o Liverpool e marcou o único golo da noite, garantindo a vitória portista.  

Ressacados da noite com o Liverpool, há três dias atrás (onde foram eliminados da Champions), os dragões voltavam agora a campo com um único objetivo: vencer para colocar pressão sobre o Benfica, na luta pelo título. Porém, a tarefa não foi fácil…

Para ultrapassar esta ressaca não havia comprimidos ou soluções mágicas. Como tal, Sérgio Conceição acabou por recorrer à fórmula clássica que tem utilizado nas provas internas: um 4-4-2, com Marega e Soares no centro do ataque e Brahimi e Otávio nas alas. Corona começava no banco, Manafá voltava à titularidade e Militão entrava ao lado de Filipe no eixo central da defesa.

Mas, se pensa que do lado do FC Porto jogaram apenas onze elementos, desengane-se. Houve um 12º que esteve presente ao longo dos 90 minutos: o medo de falhar. Talvez um dos vestígios mais visíveis da ressaca da Champions. Se adicionarmos a esta conjuntura psicológica (que por si só já não é nada saudável) o atrevimento do Santa Clara, percebemos que daqui só pode surgir um resultado puxado a ferros ou um FC Porto em serviços mínimos.

Os açorianos entravam em campo com um ataque móvel e com uma preferência “clara” pelo contra-ataque. Tudo isto para aproveitarem o adiantamento das linhas do FC Porto. A partir daí, as oportunidades começaram a surgir. Logo aos 7 minutos, Zé Manuel surgiu na cara de Casillas e marcou o primeiro golo da noite. Ou assim achava ele… Isto porque o golo acabou por ser anulado por fora de jogo.

Mas, o Porto respondeu bem ao descaramento insular. Por outras palavras, respondeu com eficácia. Primeiro aos 12 minutos, com Soares a obrigar Marco a uma defesa instintiva. Depois, aos 18 minutos, com o primeiro e único golo da noite. Pelo menos o único válido. Otávio rematou para a defesa de Marco e Marega marcou na recarga. Os dragões entravam assim em vantagem (1-0).

Ainda assim, a ousadia do Santa Clara não desapareceu com o golo sofrido. A equipa de João Henriques continuou a pressionar e o FC Porto tentou abrandar ritmo de jogo.

De qualquer maneira, numa análise mais geral, podemos concluir que se tratou de uma primeira parte muito equilibrada. Primeiro Rashid (Santa Clara) rematou a centímetros do poste. Depois Marega (Porto) podia ter bisado. E por fim, momentos antes de terminar a primeira metade, o Santa Clara marcou o segundo golo da noite. Ou assim acharam eles. Mais uma vez… Desta vez foi Schettine a ser apanhado em posição irregular. O golo foi anulado e o jogo seguiu para intervalo com 1-0 no marcador, a favor dos dragões.

Na segunda parte foi mais do mesmo. O Santa Clara ainda voltou a estar perto do empate. Mas Casillas brilhou e negou o golo a Schettine.

Com o avançar do cronómetro, as pilhas do Santa Clara também foram chegando ao fim, com a equipa açoriana a não conseguir libertar-se da pressão dos dragões, que mantiveram o encontro controlado até ao final.

O FC Porto conseguiu ultrapassar a ressaca europeia, mas acusou muito desgaste físico. O plantel de Sérgio Conceição é agora líder provisório, ficando a aguardar pelo jogo do Benfica que se realizará na segunda-feira frente ao Marítimo. Já o Santa Clara permanece no 9º lugar da tabela classificativa, com um total de 37 pontos.

 

 

João Dias

Natural de Coimbra, frequenta a licenciatura de Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. É movido pelo amor à escrita e sonha concretizar essa paixão nas áreas ligadas ao desporto, cultura e atualidade. É praticante de Badminton e fã de Game of Thrones, nas horas vagas.

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