Quem não tem Bas Dost, caça com Luiz Phellype

O Sporting viajou até à Madeira para tentar garantir a oitava vitória consecutiva e assim o fez. Fê-lo pela margem mínima, é certo, mas só porque a bola apenas entrou uma vez. Luiz Phellype voltou a marcar e decidiu o encontro.

Dum lado uma equipa que não vencia há cinco jogos. Do outro uma equipa que ganhava há sete consecutivos. Mas se há coisa que este campeonato já nos ensinou é que todos querem ganhar, principalmente os que lutam pela vida.

Sem Wendel, Raphinha, Bas Dost, Renan… o Sporting apresentou-se renovado na visita insular aos aflitos do Nacional. Renovado de nomes e renovado de energia. A primeira parte do encontro foi pintada de verde e branco. Os comandados de Marcel Keizer eram claramente superiores aos da casa e tiveram várias vezes a oportunidade de inaugurar o marcador, quase sempre guiados (claro) pela excelência de Bruno Fernandes. No entanto,  os zeros mantinham-se no marcador muito por culpa de um homem chamado Daniel Guimarães. Enquanto que o Sporting ia colecionando um bom conjunto de situações de golo, o guardião alvinegro transformava-as em excelentes defesas. Ainda assim, os lances de verdadeiro perigo só começaram a surgir depois dos 20 minutos. Primeiro por Diaby com um remate colocado, depois por Jovane que obrigou a uma excelente intervenção do guarda-redes e novamente por Diaby que não conseguiu finalizar cara-a-cara com Daniel.

Os alvinegros bem tentavam apostar no contra-ataque, mas nunca conseguiam decidir bem nos momentos que pediam frieza e assertividade. Pouco incomodavam os leões e Salin foi mero espetador.

A verdade é que a partida seguia para o intervalo vazia de golos.

O segundo tempo foi mais do mesmo. Nacional pouco incomodativo, sem ideias e sem grandes armas para fazer frente aos leões que não pararam de procurar o golo inaugurador. Os números não mentem. Decorridos alguns minutos da segunda parte, os quinze remates do Sporting faziam frente a apenas um do Nacional. Mas só bastava mais um. Aos 63′, Luiz Phellype pôs fim à espera. Livre de Acuña pela esquerda, com o brasileiro a responder da melhor maneira. Quarta jornada consecutiva a marcar e a tentar fazer esquecer Bas Dost. O primeiro, e o mais difícil (como se diz), estava feito. O resto do encontro foi exatamente um espelho do que se tinha passado até então. Sporting sempre com mais bola, mais perigoso e mais avançado no terreno. O resultado era mínimo, mas o domínio era claro. Até deu para fazer entrar Miguel Luís e Chico Geraldes.

O Nacional e o perigo só se encontram nos últimos dez minutos. Foi até nesse período que ganhou os seus primeiros cantos. O conjunto de Costinha tentou fazer um pressing final, mas de pouco chegou. O destino parece estar traçado para os insulares. Apesar de ainda faltarem quatro jogos, o calendário dos madeirenses é talvez o mais difícil de todas as equipas que lutam pela permanência. Vai a Guimarães e a Chaves, e ainda recebe o Porto. Não é impossível, mas vai ser duro.

Marcador fixado no 0-1. O Sporting vai consolidando cada vez mais o terceiro lugar, naquela que é a melhor fase da equipa de Keizer esta época.

Fotografia: EPA/Homem de Gouveia

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Atualmente a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.