Ineficácia portista culmina em goleada inglória

Terminou o sonho portista na Champions. 25 minutos de grande qualidade ainda deram esperança às hostes portistas, mas a eficácia red falou mais alto. Mané, Salah, Firmino e Van Djik marcaram os golos ingleses. Militão marcou o golo de honra dos azuis e brancos.

A missão era quase impossível, mas nem isso tirou o entusiasmo aos adeptos nortenhos. 50 mil adeptos fabricaram um ambiente espetacular no Estádio do Dragão. Os comandados de Sérgio Conceição corresponderam a esse apoio e entraram no jogo de forma avassaladora.

Ainda nem 1 minuto tinha passado e Corona já fazia a bola passar a centímetros da baliza de Alisson. Muita intensidade, pressão alta e uma grande organização defensiva faziam com que o Porto dominasse a partida. O Liverpool bem tentava, mas não conseguia sair na transição ofensiva. No entanto, o domínio portista esbarrou na sua própria ineficácia.

Aos 24 minutos, o Porto já tinha efetuado 8 remates, mais do que tinha feito nos 90 minutos da primeira mão. Porém, o resultado era o mesmo: 0 golos. Marega e Brahimi assumiam-se como as principais caras do desperdício azul e branco.

Quem não desperdiçou foi Mané. Na primeira oportunidade de golo que tiveram ao seu dispor, os finalistas vencidos da edição do ano passado chegaram à vantagem e gelaram o Dragão. Transição rápida, cruzamento de Salah e finalização de Mané. Completamente contra a corrente do jogo, o Liverpool fazia o 0-1 e matava praticamente a eliminatória.

Após o golo, o Porto tentou reagir mas não conseguiu voltar a impor o domínio que possuía antes do 0-1. O jogo chegou ao intervalo e só uma segunda parte inacreditável salvaria o sonho europeu do Dragão.

Sérgio Conceição tentou dar mais poder na frente de ataque colocando Soares em campo. Contudo, o brasileiro não estava nos seus dias e pouco ou nada acrescentou. Aos 54 minutos, também quis participar na sessão de oportunidades desperdiçadas iniciada pelos seus colegas e cabeceou para fora em muito boa posição.

Com o passar dos minutos, o cansaço de ambas as equipas começou-se a notar. O Liverpool começou a aproveitar o espaço dado pelo Porto e Salah, à passagem do minuto 64, aumentou a vantagem.

O tento do egípcio matou a eliminatória de forma definitiva, mas não matou o apoio dos adeptos. Os cânticos azuis e brancos continuavam a ser entoados com cada vez mais força e aos 69 minutos, Militão fez com que as bancadas explodissem de alegria. A massa associativa merecia e Militão também pelo excelente jogo que realizou.

Até ao fim da partida, o cansaço portista foi-se notando cada vez mais e o resultado assumiu proporções enganadoras. Firmino fez o terceiro e Van Djik fechou as contas do marcador. 1-4 foi o resultado final.

Resultado injusto para o Porto. A equipa bateu-se muito bem e merecia sair deste jogo com um resultado mais favorável. O foco azul e branco passa agora para o campeonato, onde restam 5 jogos até ao final e a margem de erro é nula.

Daniel Sousa

Nascido e criado na Ilha da Madeira e neste momento a estudar Ciências da Comunicação na FCSH. Com um gosto enorme pelo futebol e pela escrita, está sempre aberto a novos desafios.

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