Batistuta: até ergueram uma estátua para o ídolo da Fiorentina

 

Nome: Gabriel Batistuta

Nascimento: 01/02/1969

Local: Santa Fé, Argentina

Altura: 1.85m

Peso: 73 kg

Clubes:  Newell´s Old Boys, River Plate, Boca Juniros, Fiorentina, Roma, Inter Milão e Al Arabi Doha

 


Gabriel Batistuta, também conhecido por “Batigol”, foi um grande cabeceador, ambidestro e com remate forte e fácil, de curta ou longa distância. Tinha uma excelente arrancada e caracterizava-se também pela raça e oportunismo, e um certo individualismo, típico de ponta-de-lança.

O seu auge no futebol italiano foi na Fiorentina, onde ainda hoje é idolatrado, bem como na Roma, onde venceu um campeonato histórico. Pela Argentina é o segundo maior goleador da história da albiceleste, com 56 golos em 78 partidas.

 

Início na Argentina

Batistuta, tal como muitos jogadores jovens na Argentina, começou profissionalmente no Newell´s Old Boys, com 20 anos de idade, tendo jogado durante uma temporada e marcado 11 golos.

Após a sua temporada de estreia, Bastistuta assina pelos “Millionários” do River Plate, tendo sido campeão na sua época de estreia e demonstrando já a sua qualidade individual e veia goleadora.

Após ter sido campeão pelo River Batistuta assina, no ano seguinte, pelo clube do coração: o Boca Juniors. Na Bombonera “Batigol” demonstrou a sua qualidade que veio a despertar olhares vindos da Europa. Batistuta era “demasiado bom” para o campeonato argentino, e merecia outros palcos.

 

Ídolo na Fiorentina

Na temporada 1991/92 Batistuta assina pela Fiorentina, com o rótulo de “estrela”, após ter vencido a Copa América 1991, em Julho, foi já impossível ao Boca Juniors segurar o promissor avançado argentino.

Batistuta, pegou de estaca e desde cedo fez-se capitão da formação “Viola”, nas primeiras três temporadas já marcara 55 golos.

Batistuta foi, acima de tudo, um jogador de um projeto: tentar colocar a Fiorentina no topo do futebol italiano, tendo mesmo jogado a 2ª divisão italiana, na temporada 1993/94, onde demonstrou fidelidade ao clube e amor à camisola.

Retorno a Série A 1994/95

Com a subida de divisão e a contratação de muitos jogadores de qualidade, como Rui Costa, a Fiorentina, na temporada 1994/95, alcançou um honroso 4º lugar na Liga Italiana, com Batistuta a sagrar-se o melhor marcador com 26 golos.

Rui Costa e Batistuta fizeram, possivelmente, uma das melhores e mais temidas duplas do futebol italiano dos anos 90, “Batigol” e o “Maestro”.

Foi um grande salto desde uma Fiorentina da Série B, em 1994, a uma Fiorentina que disputava o título, que se qualificava para Taça Uefa, para a Liga dos Campeões e venceu 1 Taça de Itália.

O Legado de Batistuta na “Viola”

Batistuta tornou-se um mito em Florença, tornou-se um jogador de equipa e acima de tudo um jogador que conquistou o coração dos adeptos.

Hipotecou a hipótese de uma carreira ainda mais brilhante, ao rejeitar AC Milan ou Real Madrid, em prol de defender a Fiorentina, mesmo quando desceu de divisão.

Alcançou a Meia-final da Taça das Taças, em 1996/97, a qualificação para Champions League 20 anos depois, 1 Taça Italiana e 1 Supertaça. Pode parecer pouco, mas num contexto competitivo e exigente, “reerguer” um grande do futebol italiano, eleva Batistuta e Rui Costa a um patamar superior do futebol italiano e acima de tudo conquistaram o carinho e admiração por parte dos adeptos da Fiorentina.

Estátua de Batistuta, em Florença

       

AS Roma

Após anos mágicos na Fiorentina, Batistuta rumou a Roma, onde jogou por dois anos e meio. Na Roma demonstrou que não perdera a qualidade, tendo lá marcado 33 golos.

Com Francesco Totti, fez outra dupla fantástica, que permitiu a conquista do campeonato italiano de 2000/01, em resposta ao título ganho pela rival Lazio no ano anterior.

Embora, não o tenha conseguido pela Fiorentina, a Serie A não escapou desta vez a “Batigol”, tendo vencido assim todas as competições italianas.

Retirou-se dos relvados no Catar, tendo ainda uma pequena passagem de seis meses pelo Inter de Milão.

 

Seleção argentina

Batistuta é ainda hoje o segundo melhor marcador da Seleção “Albiceleste”. Jogou em três Mundiais e três Copas Américas, tendo vencido duas delas.

Copa América 1991

Na Copa América 1991, Batistuta, ainda em tenra idade, marcou 6 golos em 6 jogos. A Argentina vencia assim, no Chile, a sua 13ª Copa América, que já escapava desde 1959.

Batistuta terminou como o melhor marcador do Torneio, com 6 golos.

Copa América 1993

O Campeão voltou! A Argentina partiu como favorita para o torneio que se realizou no Equador, a seleção contava com talentos como Batistuta, Diego Simeone, Goycochea, Beto Acosta e Fernando Redondo.

Na decisão: o reencontro contra o México. Gabriel Batistuta era a estrela da equipa e brilhou. O camisola “9” marcou os dois golos na vitória por 2 a 1, na Final decisiva.

 

Mundiais

Apesar de ter feito bons mundiais a nível individual, a seleção nunca alcançou o tão desjado troféu durante o seu reinado, pelo excesso de pressão que era imposta nos “ombros” dos jogadores argentinos, que tinham bem presente o feito da Argentina de Diego Maradona. Apesar da sua qualidade a seleção alcançou apenas as meias-finais do Mundial.

Mundial 94 : 4 golos, em 4 jogos

Mundial 98: 5 golos, em 5 jogos

Mundial 2002: 1 golo, em 3 jogos

Miguel Matos

Fan de futebol desde míudo, coleccionador de cromos e cadernetas, gosto especial pela história do futebol. Adepto do Benfica, Inter de Milão, Arsenal e River Plate.

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