“Foi no Belenenses onde aprendi mais sobre o que é preciso para ingressar no futebol sénior”

 

Bilhete de Identidade:

Nome: Francisco Correia Aguilar

Data de nascimento: 1997-02-19

Nacionalidade: Portugal

Peso: 68 kg

Altura: 1,75 cm

Posição: Médio Centro

 

Estivemos à conversa com um jovem cujo percurso no futebol formação, é digno d registo. Como seria de esperar, traz com ele a ambição natural de quem está seguro das suas competências.

 

AMBIDESTRO: Como surgiu o futebol na tua vida ? Começaste em alguma escola de formação?

Francisco Aguilar: Surgiu de forma natural, desde pequeno que andava sempre com uma bola atrás, andava sempre a dar toques, a correr com a bola, jogava imenso na escola, até que um dia, perguntei aos meus pais se podia integrar uma equipa e eles disseram que sim. Comecei precisamente no Futebol Clube de Alverca onde fiz os meus 2 primeiros anos de futebol. Comecei de imediato na equipa de competição onde mais tarde, ingressei no Sporting Clube de Portugal ainda no escalão de “escolinha”.

 

AMBIDESTRO: Passaste por clubes de capital importância e tidos como referência na formação de jovens jogadores. No Sporting estiveste 7 anos, ganhaste títulos e foste capitão, fala-nos um pouco desse percurso com a camisola verde e branca

Francisco Aguilar: É sempre especial vestir a camisola de um clube grande como a do Sporting, que é uma enorme referência a nível mundial. Vivi coisas que só são possíveis em clubes da dimensão do Sporting. Viajei imenso para torneios, joguei todas as fases finais possíveis e com 13 anos joguei uma final de um torneio em que estavam 10 mil pessoas a assistir, o que é algo brutal tendo em conta a idade que tinha. Foram 7 anos muito bons da minha vida, óbvio que não foi facil mas batalhei sempre pelo meu lugar e consegui, tanto que cheguei a capitão.

7 anos de leão ao peito com título de campeão e onde envergou a braçadeira de capitão

 

AMBIDESTRO: No diversos torneios por onde passaste, quer nível nacional como internacional, foste por diversas vezes, considerado o melhor jogador e melhor marcador. Que memórias guardas desse tempos?

Francisco Aguilar: Olhando agora vejo que são tempos onde era realmente feliz. O futebol era apenas futebol, não haviam interesses, nem pressões, era futebol e felicidade em estado puro. Hoje em dia quando estou mais cansado gosto de olhar para os meus troféus e recordar o momento em que os recebi, isso dá-me imensa vontade de continuar a trabalhar e nunca desistir do meu sonho.

Ganhar troféus como melhor jogador e melhor marcador, foi rotina de Francisco Aguilar

 

AMBIDESTRO: Na temporada de 2014/2015 rumas ao Belenenses e durante dois anos, vestiste a camisola do clube da cruz de Cristo. Na segunda época foste elemento fulcral no plantel e de titularidade indiscutível sendo que, assumiste a braçadeira de capitão. Como foram os dois anos no Belenenses como júnior?

Francisco Aguilar: Foram dois anos onde aprendi e evolui imenso! Vivi coisas muito boas também, principalmente no meu segundo ano, onde fizemos história ao termos ido á fase final coisa que já não acontecia há 36 anos. Sinceramente acho que foi no Belenenses onde aprendi mais sobre o que é preciso para ingressar no futebol sénior, principalmente quando ia treinar com a equipa profissional! E sem dúvida que ter tido um treinador que jogou a nível profissional e em grandes clubes também ajudou imenso.

No Belenenses, o capitão Aguilar, teve a melhor escola de acesso ao escalão sénior

 

AMBIDESTRO: Estreaste-te como senior ao serviço do CD Mafra. Como foi essa transição da formação ? Que diferenças notaste na metodologia de treino e no sistema de jogo ?

Francisco Aguilar: Foi uma transição natural, em júnior já tinha feito jogos de treino contra equipas seniores e por isso já ia preparado. A nível de metodologia de treino e sistema de jogo não notei grande diferença, notei sim diferença na intensidade e força dos jogadores mais velhos, creio que esse foi o maior impacto na transição júnior-sénior.

 

AMBIDESTRO: No ano seguinte és transferido para o Alverca que militava à época, na Pró Nacional da Distrital de Lisboa e para não variar, colecionas mais um título de campeão e sobes ao campeonato de Portugal, onde estás actualmente. O que motivou a saída do Mafra para o clube ribatejano ?

Francisco Aguilar: No Mafra como era jogador de primeiro ano de sénior e a equipa era muito experiente joguei pouco e foi mais complicado ganhar o meu espaço, então optei por voltar ao Alverca de modo a voltar a jogar de forma regular. O projeto de subida também era aliciante e isso ajudou-me a tomar a decisão de regressar

Título conquistado como campeão Distrital da AF Lisboa pelo FC Alverca

 

AMBIDESTRO: Vamos passar agora para o Presente e abordar a tua época ao serviço do FC Alverca. Como é o teu dia-a-dia durante a semana de treinos ?

Francisco Aguilar: Trabalho de manhã e treino à noite e alguns dias, aproveito para da parte da tarde ir ao ginásio

 

AMBIDESTRO: Esta época tens marcado presença na maioria dos jogos. Como está a correr a temporada a título pessoal?

Francisco Aguilar: Trabalho sempre para ter o meu lugar e para jogar o máximo possível, mas se tal não acontecer é porque tenho de continuar a trabalhar mais e melhor. Quando entro em campo dou sempre o meu melhor e quando o melhor de mim aparece, nota-se no rendimento da equipa

 

AMBIDESTRO: A posição que ocupas actualmente, é uma adaptação do sistema de jogo utilizado pelo mister ou sempre ocupaste essa posição desde a formação?

Francisco Aguilar: Durante a formação cheguei a jogar em várias posições. No futebol 7 era médio ala, no futebol 11 comecei como lateral depois passei para extremo, mais tarde acabei por ir para médio defensivo e a seguir médio ofensivo onde jogo há mais tempo. Sou um jogador polivalente, consigo fazer várias posições e acho isso bom e por norma costumo fazer golos. Gosto de aparecer nas zonas de finalização e neste sistema, a jogar a médio ofensivo, consigo fazer isso

 

AMBIDESTRO: Como te defines enquanto jogador ?

Francisco Aguilar: Considero-me um jogador ambicioso, humilde e trabalhador. Sou inteligente, leio bem o jogo, forte no último passe, tenho uma boa meia distância e apesar de não ser um jogador alto não tenho receio de contacto físico com o adversário. Gosto imenso de marcar golos, mas também gosto imenso de assistir. Gosto de fazer passes arriscados quer curtos, quer longos

 

AMBIDESTRO: O Alverca está com algumas dificuldades em subir na tabela classificativa. O que falta à equipa para capitalizar o árduo trabalho em vitórias?

Francisco Aguilar: Acho que em alguns jogos nos tem faltado uma ponta de sorte, temos cometido alguns erros que devem ser evitados, mas se a equipa continuar a trabalhar bem e não baixar os braços, acredito que as coisas mudem e comecemos a subir na tabela

Actualmente ao serviço do FC Alverca actua como Médio mas a sua polivalência são atributos que permitem ser opção do técnico “Tó-Pê”

 

AMBIDESTRO: Vamos agora falar do Futuro e das tuas ambições. Com a tua formação, à qual muitos clubes não estão alheios e sabendo do teu potencial, é natural que recebas ofertas de vários clubes de dimensão superior, faz parte da tua ambição saíres para outras ligas?

Francisco Aguilar: Obviamente. O meu principal objvetivo a curto prazo é chegar ás ligas profissionais e continuar a subir, não é fácil, mas acredito em mim e no meu potencial e sei que é possível

 

AMBIDESTRO: Se surgisse uma hipótese fora do país, encaravas sair para uma experiência internacional?

Francisco Aguilar: Sim. Se tivesse uma proposta aceitaria sem hesitar! Tornar-me um jogador internacional seria o reconhecimento de todo o meu percurso até aqui e de todo o trabalho que tenho feito.

 

AMBIDESTRO: Até onde queres ir no futebol?

Francisco Aguilar: Como já disse anteriormente, a curto prazo ambiciono chegar às ligas profissionais, depois disso gostava imenso de jogar nas melhores ligas europeias, jogar na liga dos campeões e até chegar á seleção A de Portugal. Enquanto for possível, vou trabalhar sempre para alcançar os meus objetivos, sempre com os pés bem assentes na terra e a confiar nas minhas capacidades.

 

Francisco estamos quase a terminar. Vou fazer-te agora uma série de perguntas que gostava que respondesses como se tivesses a marcar uma grande penalidade.

  • Prato favorito – Strogonoff
  • Música preferida – Russ (do it myself)
  • Filme favorito – Deadpool
  • Tempos livres – Cinema, ginásio, jogos de computador, viajar e de estar com as pessoas de quem mais gosto
  • Jogador que mais admiras – Luka Modric
  • Treinador que mais te marcou – José Sousa no Belenenses
  • Melhor jogador de sempre – Cristiano Ronaldo

 

Francisco, foi um gosto ter recebido a partilha do teu percurso e será certamente, do agrado dos nosso leitores e seguidores. Desejo-te as maiores felicidades, em meu nome e em nome da equipa do Ambidestro, muito obrigado e votos das maiores felicidades pessoais e obviamente, desportivas.

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e dela, faz parte o futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os artistas brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente, com fair-play e....sem respeito pelo acordo ortográfico.....

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