Serenata à chuva dá direito a liderança milionária

Em pleno Dragão, o dragão foi mesmo dragão. O FC Porto somou a sua terceira vitória na presente edição da Liga dos Campeões e sobe à liderança do Grupo D. O expressivo 4-1 frente ao Lokomotiv coloca os azuis e brancos a um ponto de garantirem a passagem à fase seguinte da liga milionária.

Costuma-se dizer que não é como começa, é como acaba, mas a entrada no jogo da equipa de Sérgio Conceição deixou os russos a ver, literalmente. Com um minuto e meio de jogo, o FC Porto já vencia por meio de Herrera depois de uma boa jogada pela direita. Adivinhava-se um jogo tranquilo. E foi assim na maior parte do jogo.

Após os primeiros 20 minutos de partida, o Porto foi dando cada vez mais espaço para o Lokomotiv criar e poder finalizar, mas isso foi coisa que não aconteceu. As oportunidades da equipa russa surgiam quase sempre de individualidades e, embora a bola tivesse passado perto da baliza de Casillas, a verdade é que ela não entrou. E a partir daí recorre-se à maior das máximas – quem não marca, sofre. A fechar o primeiro tempo, os dragões não podiam ter escolhido melhor altura para ampliar a vantagem. Moussa Marega, que vai no seu terceiro jogo consecutivo a marcar na Champions, não desperdiçou a oportunidade.

A equipa do Porto ia “descansadinha” para os balneários. E foi assim que entrou para a segunda parte. Os russos finalmente aproveitaram esse estado mais tranquilo por parte dos dragões e ainda conseguiram reduzir por parte de Fárfan à passagem da uma hora de jogo. Foi nesse período de tempo que as coisas estiveram mais tremidas, mas o Porto fez questão de reafirmar a sua indiscutível superioridade. De facto, os russos parecem estar num território demasiado desconhecido e em nenhum momento do jogo apresentaram argumentos suficientes para colocar o conjunto português em sentido. Isto porque, cerca de oito minutos depois, Corona fuzilou o terceiro do Porto. Roubo de bola de Oliver, o melhor do Porto, passe para o mexicano e este com toda a frieza meteu a bola onde ela tem que estar.

A partir do terceiro golo dos dragões, a história do jogo foi deixando de se escrever. Os russos pareciam estar conformados, e os de cá só pensavam no próximo duelo contra o Braga. Mesmo assim, ainda houve tempo para a bomba de Otávio nos últimos instantes da partida. O brasileiro está de pé quente.

Um jogo que começou fácil, terminou fácil. O FC Porto foi Óliver, foi a rebeldia de Corona na direita, foi o trabalho ofensivo de Marega e foi, mais uma vez, a experiência de Iker Casillas, presente quando o jogo não corria tão bem. O atual campeão português, nem deu hipótese ao atual campeão russo.

Mais uma vez, missão cumprida: 10 pontos conquistados, 9 milhões acumulados. A equipa comandada por Sérgio Conceição está muito perto de garantir um lugar na próxima fase da Liga dos Campeões.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Atualmente a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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