Kaká, o melhor do mundo em 2007

Foi o melhor jogador do mundo em 2007, o último antes do longo reinado de Messi e Ronaldo. Na Europa, jogou pelo AC Milan e Real Madrid, marcando a primeira década do novo século. A sua elegância e visão de jogo fizeram dele um dos melhores de sempre.

Nascimento: 22/4/1982

País: Brasil

Nacionalidade: Italiana/Brasileira

Altura: 1,86m

Peso: 80kg

Posição: Médio Ofensivo

Clubes: Gama, São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City.

Ricardo Izecson dos Santos Leite, mais conhecido por Kaká, nasceu em Gama, no Brasil, em 1986. Começou por jogar nas camadas jovens do Gama. Pouco depois, integrou a formação do São Paulo. Mas foi na Europa que se destacou e marcou uma geração.

São Paulo

Seria neste clube brasileiro que o médio viria a dar nas vistas pela primeira vez. Estreou-se como profissional a 1 de fevereiro de 2001. Nesse ano, disputou 37 partidas e marcou 18 golos. Em 2002, estreou-se pela Seleção Brasileira: primeiro nos amigáveis, depois no Mundial, competição que o Brasil acabou mesmo por vencer. A afirmação do jovem Kaká no seu clube catapultou-o para a Europa.

AC Milan

8,5 milhões de euros foi o valor pago pelo Milan ao São Paulo. Na altura, o valor foi considerado baixo. Kaká também tinha uma proposta do Chelsea, mas acabou por preferir o clube italiano, que fora campeão europeu na época anterior e tinha no plantel outros brasileiros como Cafu ou Dida.

Kaká recebeu o prémio de melhor jogador do mundo pela Fifa em 2007, em Zurique

O jovem jogador afirmou-se prontamente na equipa, “roubando” a titularidade a Rui Costa. Tornou-se rapidamente um ídolo e, em apenas dois meses, a sua camisola era já a mais vendida pelo Milan.

Foi mesmo no clube de Milão, em 2007, que Kaká recebeu os prémio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa e Ballon d’Or da France Football. Lionel Messi ficou em segundo e Cristiano Ronaldo em terceiro.

Real Madrid

Especulações na imprensa davam como certa a transferência de Kaká para o Real Madrid. E tal aconteceu mesmo. Em 2009, o brasileiro trocava Itália por Espanha, por valores a rondar os 65 milhões de euros. Kaká recusou uma proposta de 105 milhões de euros do Manchester City, antes da mudança para os merengues.

Mas a realidade não correspondeu às expetativas para o clube espanhol, que contratara na mesma altura Cristiano Ronaldo, Karim Benzema, Raul Albiol e Xabi Alonso. No fim da época, o Real não conseguiu qualquer título.

No Real Madrid, o brasileiro somou um total de 29 golos em 120 partidas

A presença de Kaká em Espanha ficou ainda marcada por muitas lesões. As boas exibições de Cristiano Ronaldo também viriam a ofuscar o brasileiro.

Regresso ao Milan

Kaká regressou, em 2013/2014, à cidade de Milão. Com o número 22 nas costas, que usara nas épocas em que jogara pelo clube italiano, participou em 37 partidas, marcando 9 golos. Porém, o clube falhou o acesso à Liga dos Campeões e o brasileiro, com 31 anos, decidiu de novo deixar o clube.

Estrela da MLS no Orlando City e o “regresso a casa”

O médio brasileiro mudou-se para a MLS e tornou-se jogador do Orlando City, clube formado em 2010. Antes do clube americano entrar campeonato americano, Kaká foi emprestado ao São Paulo. Foi o regresso ao clube que o viu crescer, tendo ajudado a equipa em jogos importantes. De regresso aos EUA, tornou-se uma das principais estrelas do campeonato, assim como o jogador mais bem pago na História da MLS, até então.

Kaká esteve três épocas no Orlando City. Fez 77 partidas e marcou 25 golos. Nas costas, usou o número 10

Seleção Brasileira

Na canarinha, Kaká disputou o Mundial 2002, 2006 e 2010. Participou ainda na Gold Cup 2003 (onde foi capitão) e na Taça das Confederações, em 2005 e 2009. Venceu o Mundial 2002, apesar de apenas ter jogado 25 minutos, um Campeonato do Mundo de Clubes e duas Taças das Confederações. O médio somou um total de 92 jogos e 29 golos pela seleção do seu país.

Em Dezembro de 2017, Kaká anunciou a sua “reforma” e demonstrou interesse em se tornar diretor desportivo. Para trás, deixa uma carreira fantástica, com uma Europa rendida. O futebol do início do novo século não seria o mesmo sem ele. Como diz Ronaldinho, “Durante dois ou três anos no Milan, Kaká foi o melhor jogador do mundo. Não havia nada que não conseguisse fazer”.

 

 

Rui Casanova

Sou natural de Portalegre e resido em Lisboa, onde estudo Ciências da Comunicação na NOVA-FCSH. O Futebol está no sangue da minha família desde sempre e materializo a paixão pelo desporto rei através da escrita.

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