Duarte Silva: O guardião que voa em direção à vitória

Bilhete de Identidade

Nome: Duarte Oliveira da Silva

Data de nascimento: 30.07.1997

Nacionalidade: Portuguesa

Peso: 74 kg

Altura: 1.80

Posição: Guarda-Redes

 

 

AMBIDESTRO: Como surgiu o futebol na tua vida? Começaste em alguma escola de formação?

Duarte: Desde miúdo sempre tive aquela paixão pela bola de futebol. Quando tinha 9 anos acabei por convencer a minha família a colocar-me no clube da minha terra: o Casalinhense. Entretanto, dois anos depois, vi informações sobre treinos de captação no maior clube do meu concelho: o Torreense. Decidi tentar a minha sorte. Consegui ficar e acabei por fazer lá grande parte da minha formação (5 anos).

AMBIDESTRO: Quando te iniciaste, começaste logo como guarda-redes? Se não, jogaste em que setores?

Duarte: Não. Comecei como ponta de lança… sim, quem diria (risos). No Casalinhense, jogava para marcar golos. Entretanto, na altura, a minha mãe tinha um namorado que tinha sido guarda-redes na primeira liga. Foi ele que me incutiu essa paixão pela baliza e por defender golos em vez de os marcar. Todos os dias, no verão, antes das captações no Torreense, passava horas e horas a defender remates dele no meu jardim. Ajudou-me bastante na minha evolução e por isso acabei depois por me tornar um apaixonado pela posição em que jogo, hoje em dia.

AMBIDESTRO: Em que clubes estiveste? Como se deu a entrada no Mafra?

Duarte: Como já tinha referido, comecei no Casalinhense e depois veio o Torreense. Acabei por voltar ao Casalinhense, um ano depois dos cinco no Torreense. Ainda juvenil, integrei o plantel de juniores do Ponterrolense (clube da minha terra, na altura, porque tinha mudado de casa). Essa época acabou por me correr muito bem e apareceu o interesse do Mafra para integrar a equipa de juniores. Convite que aceitei sem pensar duas vezes. Porém, a época acabou por não correr da melhor maneira e ingressei no Sintrense para continuar a jogar na 2ª nacional de juniores. Entretanto, já como sénior, o Mafra quis que voltasse ao clube. Apostaram em mim por ter estado na formação. Fiquei dois anos e no segundo acabamos por conseguir o título nacional do Campeonato de Portugal. Atualmente, desci uma divisão para ter mais oportunidades de jogar e vim para o Linda-a-Velha, da Pró Nacional de Lisboa.

AMBIDESTRO: Como eram as rotinas no Mafra?

Duarte: No Mafra, vivíamos como profissionais e davam-nos todas as condições para isso. Tínhamos de estar no clube às 9h para tomarmos todos juntos o pequeno almoço. Às 10:15 estávamos equipados para o treino. Normalmente, tínhamos sempre a tarde livre. Exceto à quarta-feira até mais ou menos meio da época, devido aos treinos bi diários. Almoçávamos no clube, por volta das 12h00/13h00, e depois treinávamos às 16h00. Rotina que repetíamos todos os dias, com a exceção do dia de folga.

AMBIDESTRO: Como viveste a subida de divisão do Mafra numa idade tão jovem?

Duarte: Foi uma sensação única, sem dúvida. Apesar de não ter tido oportunidades para contribuir dentro de campo para a equipa, foi dos melhores momentos que já passei na minha vida. Éramos um grupo muito unido, uma família, e todos trabalhámos muito para alcançar esse título. No fim sentimo-nos completamente realizados. Muitos ainda hoje não acreditam como foi possível, perante a diferença de orçamentos que tínhamos para as outras equipas que desde o início assumiram que queriam subir. É difícil explicar o que senti quando saímos de Leiria no autocarro para Lisboa com a subida de divisão garantida, e depois o golo no último minuto na final no Jamor. Foi tudo perfeito, melhor acho que era impossível. Chegar a Mafra e ver a alegria dos Mafrenses foi algo que me tocou bastante. Estavam umas 2.000 pessoas prontas para nos receber e agradecer o que tínhamos feito pelo clube. Não há nada que pague isso. Foi incrível.

Duarte Silva levanta a taça de Campeão Nacional 2017/2018

AMBIDESTRO: Foste contactado por outros clubes? Como surgiu a oportunidade de integrares o plantel do Linda-a-Velha? Que fatores tiveram influência na tua escolha?

Duarte: Sim, tive outras propostas de clubes da mesma divisão e outra de uma acima, mas acabaram por não se concretizar por diversas razões. Sinto que este clube era o melhor para mim, não só pela proximidade da minha casa ao clube, mas também porque vi que acreditavam muito em mim, e isso conta muito. Senti-me desejado pelo clube e resolvi aceitar a proposta. Fui contactado diretamente pelo presidente, devido à ajuda do meu ex-treinador adjunto no Mafra, Nélson, que me recomendou ao clube e ajudou em todo este processo.

AMBIDESTRO: Quais foram as maiores diferenças na passagem do Mafra para o Linda-a-Velha? A metodologia utilizada pelo treinador no teu clube atual é muito distinta?

Duarte: As maiores diferenças prendem-se mais ao nível de compromisso e de profissionalismo. Enquanto no Mafra todos os jogadores, ou grande parte deles, só viviam do futebol e dependiam de tal para viver, no Linda-a-Velha ninguém o faz. Chegam ao treino ao fim do dia, cansados do trabalho e obviamente que o rendimento acaba por ser outro. Outra grande diferença é o horário de treino. No Mafra tinha mais treinos, principalmente de manhã. No Linda-a-Velha treino à noite e menos vezes por semana. Felizmente tive a sorte de encontrar um grande grupo de jogadores e de homens no Linda-a-Velha e essas diferenças acabaram por se encurtar. É tudo malta trabalhadora e empenhada. Por isso mesmo, sei que vamos dar a volta ao mau momento pelo qual estamos a passar agora.

AMBIDESTRO: A que pressões o clube tem estado sujeito após este início difícil de época?

Duarte: Pressão não há nenhuma. O campeonato começou agora. Há muitos jogos pela frente. Isto não é como se começa, mas sim como se acaba. Não foi o início que todos nós queríamos. Sentimos que temos qualidade para muito mais. Tenho a certeza que vamos, todos juntos, dar a volta a isto.

AMBIDESTRO: Como é a tua rotina de treinos?

Duarte: Treino terça, quinta e sexta, das 20h30 às 22h15.

AMBIDESTRO: Até onde gostavas de ir no futebol?

Duarte: Gostava de poder viver do futebol. Chegar a um nível profissional onde já consiga ter uma boa qualidade de vida com o dinheiro que recebo da profissão. Tudo o que vier é um bónus.

 

Fora das Quatro Linhas

Prato favorito: Pizza

Música preferida: Ouço um pouco de tudo, mas  preferencialmente Kizomba

Filme favorito: Now you can see me (Mestres da Ilusão)

Tempos livres: FIFA, Football manager, estar com amigos/namorada, ver futebol

Jogador que mais admiras: Rui Patrício, por tudo o que passou no Sporting e a forma como se foi sempre levantando e seguindo o seu caminho, cada vez melhor.

Treinador que mais te marcou: Vou optar por escolher um treinador de GR, que é com quem passo mais tempo. O Mister Felipe Peralta no meu primeiro ano no Mafra (foi o ano que mais evolui no futebol). Uma palavra especial para o Mister Paulo Rodrigues que me ajudou a dar os primeiros passos como Guarda-Redes no Torreense.

Melhor jogador de sempre: Cristiano Ronaldo

João Dias

Natural de Alcobaça, frequenta a licenciatura de Ciências da Comunicação na NOVA FCSH. É movido pelo amor à escrita e sonha concretizar essa paixão nas áreas ligadas ao desporto, cultura e atualidade. É praticante de Badminton e fã de Game of Thrones, nas horas vagas.

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