Do domínio ao sofrimento. Foi assim que a Liga arrancou na Luz

A Liga NOS está de volta e com esta promete voltar também as grandes emoções, as jogadas de tirar a respiração, os golos de fazer levantar um estádio, os jogadores que nos brindam com a sua magia. E tudo isto se viu e sentiu no jogo que fez arrancar mais 280 dias de futebol nacional.

O Benfica venceu o Vitória de Guimarães por 3-2 numa partida em que Pizzi brilhou ao marcar o seu primeiro hat-trick pelos encarnados. Os três tentos na primeira parte faziam prever uma caminhada fácil na conquista pelos primeiros três pontos, mas o Vitória, em apenas cinco minutos, fez tremer a Luz. Os apetitosos três pontos acabaram por ficar na capital, com a equipa que dominou grande parte do encontro.

A entrada avassaladora do Benfica na primeira parte ia enchendo os olhos aos adeptos encarnados e ia entregando a Pizzi todo o protagonismo. Foi ele o ator principal, num filme que não contou com a estrela Jonas. Caso para dizer que o transmontano desempenhou bem aquilo que era suposto ser o papel de Facundo Ferreyra. Para além de ter falhado um pénalti, o argentino parece ainda não ter atinado com o sistema da equipa, nem com a baliza do adversário.

Três golos do médio português numa só parte. A narrativa do jogo escrevia-se desta maneira.

O Vitória de Guimarães, que ainda testou o guardião encarnado e mandou uma bola ao poste, nada parecia ter na manga para contrariar o domínio das águias. Notou-se a vontade de jogar bem, mas faltou competência em pontos chave no encontro. Com todo o mérito encarnado nas jogadas do golo, a defesa do Vitória deixou muito a desejar nos lances que foram alargando a vantagem ao Benfica. Sobretudo nas alas, já que Salvio e Cervi iam fazendo o que queriam dos laterais vimaranenses.

O romance que o conjunto de Rui Vitória ia tendo com a bola, virou drama e tudo começou com a saída de cena de um dos principais protagonistas. Fejsa foi substituído aos 71 minutos e o jogo mudou completamente de direção. Em pouco mais de dez minutos, 3-2 era o resultado que figurava no placard.

O relaxamento tomou conta do conjunto da Luz e em duas simples jogadas, o Vitória de Guimarães mostrou toda a sua capacidade em jogar em contra-ataque.

Depois do segundo golo vimaranense que esfriou a Luz, a equipa de Luís Castro não conseguiu completar o “plot twist” e o Benfica acabou por confirmar aquele que era o fim esperado. Seguem-se os milhões da Champions, fechados numa mala em Istambul.

Veja aqui o resumo do jogo:

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Atualmente a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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