Possante Espanha é derrotada pela eficácia russa

Oitenta mil pessoas assistiram a um resultado histórico no Estádio Lujniki, em Moscovo. Depois de 32 anos sem chegar aos oitavos de final, a Rússia conseguiu vencer a Espanha nos penaltis e alcançar os quartos de final.

A Espanha entrou bem e dominava o encontro, imprimindo-lhe o ritmo que desejava.

O golo apareceu naturalmente aos 11′, após um livre descaído à direita batido por Asensio, que encontrou Ramos e Ignashevich enrolados na chão da grande área. Após repetição percebe-se que foi o defesa russo a colocar a bola dentro da sua própria baliza.

Depois de 15 minutos de jogo, a Rússia ainda não tinha conseguido fazer uma sequência de passes e, como tal, ainda não tinha criado chances de golo.

E é exatamente ao minuto 15 que aparece o primeiro remate da Rússia, com Zobnin a rematar por cima da baliza de De Gea.

O jogo não se desenvolveu muito nos seguintes 20 minutos, sem criação de oportunidades para nenhum dos lados. A Espanha mantinha a posse de bola.

A partir do trigésimo-quinto minuto, a Rússia começou-se a soltar, com um remate de Golovin, em jeito, que saiu um pouco ao lado do poste esquerdo da baliza de De Gea. No lance seguinte, canto para a Rússia e Piqué a tocar com a mão na bola dentro da grande área. O árbitro holandês Bjoern Kuipers não teve dúvidas e apontou para a marca da grande penalidade. Chamado à conversão, Dyzuba não falhou e colocou tudo como no início.

O golo da Rússia acordou a Espanha, que teve ao minuto 45 a sua maior oportunidade, com Nacho a isolar Diego Costa mas o hispano-brasileiro não conseguiu finalizar.

Ao intervalo, corria a certeza de que a Espanha teria de fazer muito mais para assumir o favoritismo que todos os adeptos lhe atribuíam. Do lado da Rússia, deu-se uma substituição, Zhirkov foi substituído por Granat, não havendo mexidas no sistema tático.

A verdade é que a Espanha não o assumiu e o jogo não teve oportunidades de golo até aos 80 minutos de jogo.

Aos 82′, o VAR foi chamado a intervir sobre uma suposta mão de Ignashevich, mas as suspeitas não foram confirmadas. Aos 84′, o recém-entrado Iniesta rematou de fora de área e criou a primeira grande oportunidade de golo da Espanha na segunda parte. Akinfeev respondeu com uma fantástica defesa.

Entre o 88º e o 90º minuto de jogo, a Espanha obteve 3 cantos seguidos e a expectativa sobre o especialista dos golos nos descontos, Sergio Ramos, aumentava, mas em nenhum deles foi criada uma situação de perigo.

Nos 4 minutos de desconto não houve alterações no resultado. A Espanha chega ao fim do tempo regulamentar com mais de 850 passes, mas apenas 5 remates à baliza …

No início do prolongamento, a Espanha dava mostras de querer mudar o rumo do jogo e logo no primeiro minuto, Isco arrancou pela esquerda e cruzou para Iago Aspas que não chegou a tempo da emenda para a baliza.

Nuestros Hermanos circulavam a bola mais rapidamente neste momento do jogo, e aos 99′ de jogo, Asensio rematou de fora de área para defesa fácil de Akinfeev. Sem mais oportunidades, finalizava-se assim a primeira parte do prolongamento.

A segunda parte começou como a primeira: Rodrigo Moreno acelerou pela direita e rematou para uma grande defesa de Akinfeev. A Espanha continuava a construir muito pouco para o número de passes que tinha e, aliado ao facto de a Rússia “querer” decidir o jogo nos pénaltis, não mais se alterou o marcador.

Nas grandes penalidades, a Rússia levou a melhor (4-3). Para a Espanha marcaram Iniesta, Piqué e Sergio Ramos, enquanto Koke e Iago Aspas falharam as suas tentativas. Do lado russo os penaltis foram todos convertidos ( Smolov, Ignashevick, Golovin, Cheryshev )

Apesar de não estar no seu melhor nível, a Espanha foi melhor que a Rússia durante quase todo o jogo, que se contentou com o empate, na espera pelas grandes penalidades, mas a verdade é que é esta que segue em frente. O seu adversário virá do jogo Croácia vs Dinamarca, que será jogado a partir das 19h deste Domingo.

João Ferreira

Um jovem apaixonado por futebol que encontrou neste projeto a essência do seu verdadeiro amor.

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