França eliminou a Argentina e Mbappé foi o “miúdo do jogo”

Uma inabalável seleção francesa venceu por 4-3 a seleção argentina, fazendo com que Messi e companhia abandonem o Mundial nos oitavos de final. A Argentina de Sampaoli ainda ameaçou antes e depois do intervalo, mas a França manteve o controlo emocional e gorou as aspirações da albiceleste.

Por altura dos 50 minutos de jogo, o irónico título deste artigo seria “Afinal, Sampaoli sabe o que faz”. O muito contestado treinador argentino fez alterações face ao onze anterior (15ª vez consecutiva que ele faz isso) e impressionou com um onze sem um ponta-de-lança, quando tem Higuain, Aguero e Dybala à disposição. Teoricamente jogou Messi nesse papel, mas obviamente teve que baixar várias vezes no terreno em funções de construção, o que levou Enzo Perez a jogar junto dos centrais adversários muitas vezes. Um avançado inusitado… e um resultado inesperado aos 50 minutos já que Di Maria e Mercado adiantaram a sua equipa.

Mas o desfecho do jogo provou que Sampaoli não sabe mesmo o que faz. A seleção argentina confirmou as piores suspeitas e foi eliminada precocemente da competição, frente a um coletivo francês que teve um miúdo que se destacou sem hesitações no meio de homens. Kylian Mbappé arrancou a falta que deu no primeiro golo e ainda desferiu as duas machadadas finais no jogo.

O jogo começou mal para a Argentina com um penalti marcado por Rojo- Kylian Mbappé arrancou desde o seu meio-campo e ganhou uma falta na grande área adversária, pelo que Antoine Griezmann assumiu a marcação do castigo e enganou Armani, fazendo o 1-0 aos 11 minutos. O atacante do Atletico já havia ameaçado ao rematar à barra na sequência de um livre.

A Argentina foi equilibrando a posse e dificultando o trabalho aos atacantes gauleses, mas sem ameaçar muito a grande área contrária devido à falta de referências fixas no ataque. Numa das melhores oportunidades argentinas da primeira parte, Di Maria chegou atrasado a um cruzamento de Pavón. Mas Angelito redimiu-se logo a seguir, com um remate portentoso de longe a bater Lloris. O empate e uma nova vida antes do intervalo.

Este golo veio arrebitar um jogo que na segunda parte foi do melhor que já se viu neste Mundial. A Argentina viria a dar a cambalhota no marcador com um desvio furtuito de Gabriel Mercado, e durante pouco tempo ficou por cima no jogo. Iria Sampaoli calar as críticas e ganhar a esta França de Deschamps? Pavard e Mbappé responderam negativamente. O lateral marcou o seu primeiro golo na seleção (e que golo!) com um volley bem ao estilo de Nacho contra Portugal, aos 57 minutos, e partir daí foi o descalabro dos sul-americanos. Mbappé lançou França para a vantagem ao tirar Enzo Perez da frente e rematar de pé esquerdo para o fundo das redes, para uma explosão de alegria azul e vermelha. Escassos minutos depois, uma jogada coletiva brilhante desmontou a defesa argentina e Mbappé atirou na passada para matar o jogo.

A partir daí, a Argentina teve muita dificuldade em se recompor, em atacar de forma organizada, e a entrada de Aguero em jogo pecou por tardia. Kun teve tempo ainda para marcar um golo nos descontos, num cabeceamento oportuno a cruzamento de Messi. Acabou com um 4-3 o sonho dos argentinos neste Mundial, ainda que as expectativas já na qualificação estivessem baixas. Segue em frente a França com um coletivo e individualidades espetaculares, com o menino-prodígio Mbappé à cabeça, ele que é o segundo jogador mais caro de sempre.

 

 

 

 

David Silva

Lourinhanense de gema, é estudante de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Tem como hobby a escrita, e como paixão o futebol.

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