Alemanha perde nos descontos, desce ao último lugar e é eliminada do Mundial

A Alemanha de Low perdeu no último jogo da fase de grupos por 2-0, contra a Coreia do Sul. Sendo esta a pior campanha de sempre da seleção germânica, a campeã mundial em título é a nova vítima duma “maldição” que marca o século XXI.

Esta tarde vai para os livros de história do futebol alemão, mas será daquelas páginas que se viram rapidamente, tamanha a desilusão dos germânicos. Esta seleção partiu para o último jogo da fase de grupos sabendo que estava dependente da Suécia, porém uma vitória por dois ou mais golos garantia a passagem mesmo com um triunfo sueco. Durante toda a primeira parte os alemães estavam apurados para a próxima fase, mas quando a Suécia marcou o primeiro de três golos sem resposta os campeões em título ficaram sem argumentos.

Mas a verdade é que a equipa de Low não fez o suficiente para merecer esse apuramento no conjunto dos três jogos. Neste último, o seu (suposto) poderio ofensivo foi abafado pela destemida equipa coreana que apesar de eliminada preservou a sua honra, bem ao estilo asiático. A primeira grande oportunidade do jogo pertenceu aos coreanos, na sequência de um livre direto. O elétrico Jung Woo-Jung atirou de longe, Neuer não agarrou à primeira e quase que deixou que o marcador se inaugurasse. O capitão Son Heung-Min foi outro dos destaques e atirou algumas vezes de longe com perigo, nas poucas vezes que os asiáticos saíam do seu meio-campo. Timo Werner não conseguia criar perigo e Goretzka não trouxe nada de novo na sua estreia. A melhor oportunidade alemã veio dos pés de Hummels numa bola parada, mas foi aí que o guarda-redes Cho Hyun Woo se começou a destacar.

E realmente não se compreende como é que Woo ainda joga na Coreia do Sul. Começou a segunda parte como acabou a primeira, a brilhar entre os postes. Aos cinquenta minutos o azar dos alemães piorou quando Augustinsson começou a desenhar a vitória sueca a 800 km de distância do Kazan Arena, e Joachim Low quis mudar a sua sorte ao lançar Mario Gomez e Thomas Muller no campo. Nem por isso a Mannschaft jogava muita atitude ou mobilidade na frente, mas ia criando oportunidades com regularidade. Gomez de cabeça, Kroos de fora da área, Muller em jeito, Reus de pé esquerdo mas o golo não aparecia. Do outro lado privilegiava-se as transições rápidas, com Son a liderar. Já depois dos 80′, Gomez e Brandt tiveram oportunidades soberanas mas Woo e a sua defesa ia aguentando o empate, que parecia o resultado final do jogo de despedida dos campeões em título. Só que o cenário ficou ainda mais vergonhoso para a Alemanha, quando Kroos “assistiu” o central Kim Young Gwon para o primeiro golo coreano já nos descontosO VAR validou o golo e pouco tempo depois Son Heung-Min reclamou um golo que era seu por direito, um dos mais fáceis da sua carreira já que o “líbero” Neuer abandonou a baliza aos 96′. Hummels viria a falhar também a sua terceira oportunidade soberana de golo, mas os cabeceamentos do central do Bayern não estavam certeiros.

E assim se fecha o quarto capítulo da maldição do campeão mundial no século XXI, já que as seleções de França, Itália e Espanha foram precocemente eliminadas na fase de grupos na edição seguinte à do triunfo, sendo o Brasil em 2006 a única exceção. Os germânicos acabaram em último lugar do grupo F com 3 pontos, os mesmos da Coreia do Sul, e menos três que o México e a Suécia.

 

David Silva

Lourinhanense de gema, é estudante de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Tem como hobby a escrita, e como paixão o futebol.

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