Argentina de Messi chocou contra um icebergue islandês

Lionel Messi foi o antagonista do empate a uma bola entre Argentina e Islândia, esta manhã em Moscovo. E se Messi foi antagonista, o herói foi o guarda-redes islandês Halldorsson, que defendeu o penalti marcado pelo astro argentino para além de outras defesas importantes. Aguero e Finnbogasson foram os marcadores, ainda na primeira parte.

Uma seleção recheada de estrelas como a Argentina embateu contra uma equipa que brilha pelo seu todo. Os islandeses foram um verdadeiro icebergue, a nível defensivo e psicológico, bem ao estilo a que nos acostumou no Euro 2016. A seleção de Sampaoli tem vindo a ser muito criticada e esta fraca exibição só piorará a situação.

A Argentina apresentou-se de forma trémula e acusou a pressão na fase inicial. No seu onze inicial alinhou Salvio a lateral-direito. A Islândia remetia-se ao último terço do campo, impedindo Aguero de receber a bola e Messi de visar a baliza. Nas alas, Di Maria e Meza não conseguiam penetrar, ainda que o segundo estivesse mais ativo. Contudo, a primeira grande oportunidade de golo surgiu numa bola parada, batida por Messi e concretizada por Tagliafico de cabeça um pouco ao lado do poste. Messi foi começando a pegar no jogo e a procurar tabelas e aos 16′ rematou de fora da área para defesa de Halldorsson.

Aos 18′, deu-se o golo da Argentina: Rojo teve espaço, bombeou uma bola rasteira para área que encontrou pela primeira vez Aguero dentro da área. Depois, a sua classe falou mais alto e rodopiou para o golo, com um remate de pé esquerdo. A albiceleste

Aguero marcou aos 18′ na sua primeira e única oportunidade de golo

libertava assim alguma da pressão dos ombros. O problema é que passado cinco minutos, um contra-ataque da Islândia resultou em golo e a defesa argentina não ficou livre de culpas. Sigurdsson teve tempo e cruzou rasteiro, Caballero afastou para os pés de Finnbogasson e o matador islandês não perdoou. Ainda antes do final da primeira parte, o maestro Sigurdsson tirou um adversário da frente e viu Caballero defender o seu remate.

O marcador não viria a alterar-se, apesar dos numerosos remates da Argentina e da avassaladora posse de bola de 73% em todo o jogo. Numa jogada individual de Salvio ainda se viria a pedir penalti por mão na bola, mas Marciniak não considerou falta. Aos 40 minutos não assinalou, mas aos 64′ o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. À semelhança do seu congénere extraterrestrial, Messi beneficiou de um penálti. Mas o argentino cedeu perante o olhar gelado de Halldorsson, que adivinhou o lado e defendeu. A partir daí, Messi tentou correr atrás do prejuízo ao acelerar o jogo e rematar várias vezes à entrada da área, mas nada resultou para desatar o nó. A Islândia organizava-se bem e não deixava um metro de terreno ao acaso, com destaque para os médios Bjarnason, Gunnarsson e Hallfredsson.

Messi e Banega fizeram uso da meia-distância, mas sempre sem sucesso. O atacante chegou a dispor de um livre frontal no último suspiro, num registo parecido ao do livre do terceiro golo de Ronaldo, mas acertou na barreira. Halldorsson viria a demonstrar a frieza de um icebergue em cima dos noventa, salvando a equipa mais uma vez. Uma estreia pouco abonatória para a seleção semifinalista do mundial de 2014, que apesar ter enfrentado um adversário que se limitou a defender, necessita de mais entrosamento e uma mentalidade diferente se quiser repetir a presença na final.

David Silva

Lourinhanense de gema, é estudante de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Tem como hobby a escrita, e como paixão o futebol.

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