Holanda sagra-se campeã do Euro Sub-17 numa final eletrizante

A geração holandesa de 2001 foi a terceira a conseguir o Europeu Sub-17. Uma final repleta de emoções, reviravoltas, golos bonitos, mas apenas um vencedor. As decisões adiaram-se até às grandes penalidades em que sobressaiu o guarda-redes Koorevaar ao defender duas grandes penalidades.

O jogo foi muito aberto e ambas as equipas bateram-se de forma semelhante, algo que as estatísticas comprovam. A falta de eficácia da primeira parte dos dois lados contrastou com o festival de golos da segunda; primeiro foi a Holanda que marcou, por intermédio de Maduro através de um remate que sofreu um desvio e atraiçoou Russo, um dos melhores guarda-redes da competição. Aos 46 minutos foi assim inaugurado o marcador, e vinte minutos depois começou a desenhar-se a resposta da seleção italiana.

Aos 61 minutos, Ricci girou sobre os defesas e atreveu-se a rematar de fora da área, e o seu atrevimento foi recompensado com um golo bonito e que trouxe outro espírito à sua equipa. Talvez inspirado pelo seu colega, o capitão e número dez de Itália Alessio Riccardi rematou de mais longe ainda e fez a bola entrar no ângulo superior esquerdo da baliza adversária, apenas dois minutos depois do golo da igualdade.

Ao ver esta reviravolta inesperada, Kees Van Wonderen decidiu mexer no jogo e fez entrar Summerville e Brobbey para o ataque, retirando também o muito ativo mas perdulário Gravenberch. Brobbey provou ser fundamental e marcou escassos minutos depois de ter entrado, ao aproveitar um grande cruzamento e uma grande desatenção da defesa italiana, talvez iludida com a vantagem. Vergani, o melhor marcador da competição, tentou devolver a vantagem à seleção italiana por duas vezes, mas esta não foi a sua noite.

Não foi a noite de Vergani, nem de Armini; é que os dois jogadores da seleção italiana, do Inter e da Lazio respetivamente, foram os únicos a falhar na marca dos onze metros e acabaram por facilitar o trabalho dos marcadores holandeses.

A Holanda ganhou sempre nesta edição. Eliminou a Bélgica nas meias-finais, a República da Irlanda nos quartos-finais, e ficou em primeiro lugar do grupo D acima de Espanha, Alemanha e Sérvia. Portugal não foi além da fase de grupos.

 

David Silva

Lourinhanense de gema, é estudante de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Tem como hobby a escrita, e como paixão o futebol.

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