“A gift from Allah”. O mundo está rendido a Mo Salah

50 jogos realizados, 44 golos marcados. São alguns dos números que definem a brilhante época de Mohamed Salah. Líder da bota de ouro, melhor jogador do ano na Premier League, só falta aquela cereja no topo do bolo. Essa cereja é a Liga dos Campeões. O Liverpool acabou de garantir a presença na final de Kyiv e o egípcio só promete parar quando o troféu acabar nas suas mãos. Salah já vai com 10 golos na atual edição da Champions, só atrás do homem que irá encontrar na final: Cristiano Ronaldo. Que dois. Será um duelo à parte para assistir no dia 26 de Maio.

“Mo” iniciou o seu percurso no seu país natal em 2009. Mudou-se para o Basileia, depois para o Chelsea, tendo sido emprestado à Fiorentina e à Roma. O resto da história já todos conhecem. Com 25 anos, o avançado africano encontra-se finalmente ao lado dos deuses. A época espetacular de Salah ao serviço do Liverpool já faz muitos questionar se este não merece estar entre aqueles três que no fim do ano competem por uma tal de Bola de Ouro. Não é nada descabido. Note-se que em 2008, ano em que Cristiano Ronaldo ganhou a sua primeira bola de ouro, o português marcou um total de 42 golos em 49 jogos, ganhou a Premier League e perdeu a final da Liga dos Campeões frente ao Chelsea. Épocas diferentes, tempos diferentes, jogadores diferentes. Mas a verdade é que merece. Merece não só pelos golos que vai marcando como pela qualidade que acrescenta ao jogo, pelo destaque que apresenta na equipa. E ainda só vamos em Maio e há um Campeonato do Mundo para jogar. Mohamed Salah vai estar presente.

O foco está agora é na final de Kyiv. Real Madrid contra Liverpool. O presente contra o passado. É preciso não esquecer que os reds têm no seu palmarés um total de cinco Ligas dos Campeões. Vão querer voltar aos seus tempos áureos e têm em Salah o seu grande talismã.

“He’s always scoring, it’s almost boring”. A temporada de Salah define-se assim e promete não acabar por aqui. Veremos o que tem mais para nos oferecer, o grande rei egípcio.

Ricardo Oliveira

Oriundo da mesma terra do melhor jogador do mundo, a paixão pelo futebol não podia ser maior. Atualmente a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH, gosta de escrever e está sempre de braços abertos a novos projetos.

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