Apesar do mau início, Benfica acabou por ter um “Bonfim”

Mais uma vitória suada dos encarnados, que só ao minuto 93 conseguiu assegurar o primeiro lugar no campeonato. Um penalti de Jiménez sentenciou uma derrota vendida muito caro pelo Vitória de Couceiro, que se inaugurou o marcador logo aos 3 minutos.

O Bonfim teve quase casa cheia em parte devido a uma grande falange de apoio de benfiquistas. Mas os da casa marcaram território apenas três minutos depois do apito inicial: o capitão Nuno Pinto, dos melhores em campo, tira um cruzamento ao segundo poste e oferece o golo a Costinha, apanhando despercebida a defesa encarnada. Começava mal o regresso de Varela a Setúbal. Incapaz de criar perigo nos primeiros 25′ minutos, o Benfica mal conseguia construir dada a pressão dos homens de Couceiro, obrigando os tetracampeões a bater inúmeras bolas desde trás. O primeiro esboço de perigo dos visitantes veio da cabeça de Jardel, um golpe bem defendido por Cristiano. Na jogada seguinte Cervi ainda desferiu a bola para perto do poste, ainda que só por cruzamentos a equipa de Vitória chegava perto da baliza. À terceira tentativa o golo chegou mesmo, quando aos 27 minutos Rafa Silva tira um centro entre o guarda-redes e os centrais que pingou para os pés do imperdoável Raúl Jimenez. Depois do golo, o Vitória FC pressionou mais abaixo e as oportunidades para ambos os lados resfriaram.

Só o substituto de Jonas, que apresentou queixas na região lombar no aquecimento, é que conseguiu desbloquear a defensiva sadina na primeira parte. E durante muito tempo na segunda, ninguém o fez com sucesso: Rui Vitória ainda fez entrar Seferovic mas este pouco ofereceu ao ataque. Só aos 83 minutos é que Cristiano voltaria a ter trabalho na baliza do Vitória porque até lá, eram os da casa os mais perigosos a atacar. Edinho teve aos 62 minutos a oportunidade de despejar um balde de água fria nas aspirações dos encarnados mas rematou centímetros acima da barra. Minutos depois, também Wallyson e o criativo André Pereira não encontraram os caminhos da baliza. Os nervos estavam do lado dos favoritos, que vão enfrentar o Porto na próxima jornada, e o golo teimava em não aparecer, nem numa bicicleta de Raul nem no pé esquerdo de Salvio. Couceiro lançou o lateral Luis Filipe a meia-dúzia de minutos do término mas isso não o impediu de cometer falta dentro da área sobre Salvio e consequente penalti já nos descontos. Todo o peso do castigo máximo caiu sobre os ombros do mexicano Raúl Jimenez, só que este colocou bem a bola junto ao poste direito– onde Cristiano não chegou para alegria dos adeptos do Benfica e frustração dos sadinos.

Um “bom fim” para a equipa de Rui Vitória apesar da exibição pouco inspirada, sem fator Jonas é claro, em que Raúl soube ganhar o protagonismo. Para Couceiro fica o registo dum início espetacular de jogo a nível tático, que o golo do empate veio enfraquecer, e a sensação de que Edinho podia e devia ter selado o jogo na segunda metade.

 

David Silva

Lourinhanense de gema, é estudante de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Tem como hobby a escrita, e como paixão o futebol.

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