André Gomes: “Guardo para mim toda a frustração e não falo com ninguém”

André Gomes em entrevista à revista “Panenka” falou na primeira pessoa e com a transparência digna dos grandes, abordou as dificuldades que tem sentido em se afirmar no “Barça”.

O jogador falou da pressão que coloca em si e de como isso se torna um obstáculo: “Não me sinto bem no campo, não estou a desfrutar do que mais gosto de fazer. Nos primeiros seis meses as coisas correram muito bem, mas depois tudo mudou. Talvez não seja a palavra correta, mas sinto que estou a viver um inferno. Comecei a ter mais pressão. Com a pressão vivo bem, com o que não lido bem é com a pressão que coloco a mim mesmo. Tenho uma sensação má durante os jogos”

O internacional português de 24 anos salientou um aspecto que o prejudica e não o permite prosseguir mais focado no jogo seguinte: “Nos treinos estou tranquilo, sinto-me confortável com os meus companheiros. Acontece que por vezes tenho pouca confiança e até nos treinos isso se nota. Posso ter jogado um ou dias antes e ainda tenho a imagem do jogo na cabeça, o que não me permite seguir em frente”, referiu o médio de 24 anos.

O jogador tem vivido momentos de angústia mas opta por não os partilhar e fecha-se no “seu Mundo”: “Por mais do que uma vez pensei em não sair de casa, tinha medo de sair por vergonha. Guardo para mim toda a frustração e não falo com ninguém. É como se me sentisse envergonhado. Sofro por pensar demasiado”, confidenciou.

André Gomes rematou ainda: “Apesar de os meus companheiros me apoiarem bastante, as coisas não me saem como eles queriam”

Guilherme Freire Coelho

Alfacinha apaixonado pela vida e dela, faz parte o futebol. Defendo-o como desporto, respeito-o pela vertente social e admiro-o como espectáculo. A bola, é mero instrumento para os artistas brilharem. Não escrevo sobre bola mas sim, sobre Futebol, sempre de forma transparente e com fair-play.

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