Chelsea FC: A ganhar e a perder se conquistam campeonatos

A temporada de 2016/2017 trouxe um Chelsea FC com uma qualidade significativamente diferente quando comparado à época anterior. A chegada de Antonio Conte ao Chelsea veio transformar a performance do clube drasticamente. Se na época passada os londrinos tinham atingido apenas 50 pontos, em 2016/2017 quase duplicaram esse registo ao atingir a marca dos 93, mais sete do que o segundo classificado Tottenham. Contudo, foi só mesmo nos pontos conquistados que os Blues foram superiores e a verdade é que só isso é que importa.


Perder mais, marcar menos e sofrer mais pode fazer um campeão

Em toda a época, o Chelsea arrecadou 30 vitórias, três empates e cinco derrotas e embora não tenha sido a equipa mais imbatível (feito alcançado pelo Tottenham com apenas quatro derrotas), foi a que menos empatou e mais venceu, feito suficiente para se sagrar campeão a duas jornadas do fim do campeonato.

À semelhança do que foi verificado com as derrotas, também nos golos marcados e sofridos o conjunto de Antonio Conte não terminou com o melhor registo da liga: o Tottenham foi a equipa que acabou a época com o melhor ataque e a melhor defesa. Tudo isto prova que há uma hora certa e uma hora errada para marcar e para sofrer e que marcar mais e sofrer menos não leva necessariamente à glória.

Como se não bastasse, os Spurs também levaram a melhor no confronto direto, já que em Stamford Bridge perderam por 2-1 mas em White Hart Lane venceram por 2-0.

A Premier League deste ano relembra-nos aquilo que tem sido uma constante no futebol moderno: ao cair do pano, o que importa são os pontos – sejam três no fim do jogo ou 93 no fim do campeonato – e não tanto que equipa leva a melhor em termos da sua performance global.


Ingleses em busca da glória europeia

A época de 2016/2017 trouxe um título europeu para terras de Sua Majestade com a conquista da Liga Europa por parte do Manchester United de José Mourinho. Contudo, a aventura na Liga dos Campeões não foi além dos oitavos-de-final, nos quais Manchester City, Leicester City e Arsenal foram afastados enquanto o Tottenham se ficou pela fase de grupos.

O objetivo passará certamente por atingir de novo a grande final da Liga dos Campeões, algo que não acontece há cinco épocas consecutivas. À procura de melhores resultados no próximo ano vão estar Chelsea FC, Tottenham, Manchester City e Manchester United, que irão aguardar o reforço do Liverpool na eventualidade de atravessar a fase dos playoffs.

A jogar para trazer de novo o troféu da Liga Europa para solo britânico vão estar Everton e Arsenal, que deixou escapar o acesso aos playoffs da Champions League por um ponto.


Descidas e subidas nos relvados de Sua Majestade

Como é habitual, a próxima edição da Premier League vai perder algumas cores para a Championship e ganhar outras.  Hull City, Middlesbrough e Sunderland vão descer de escalão para dar lugar a Newcastle, Brighton e ao vencedor da final dos playoffs de apuramento para a primeira divisão inglesa entre Reading e Huddersfield, a ser disputada no dia 29 deste mês.

 

Cámi Rodrigues

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e Mestre em International Management pela Nova School of Business and Economics. 23 anos e residente na Amadora. Mais conhecido por Cámi.

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